Empresariado moçambicano defende crescimento inclusivo após pagamento da dívida ao FMI

A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique considera que o pagamento de cerca de 700 milhões de dólares da dívida pública ao Fundo Monetário Internacional (FMI) constitui um sinal positivo de responsabilidade macroeconómica. No entanto, defende que este esforço deve ser acompanhado por políticas internas orientadas para a promoção de um crescimento inclusivo e sustentável.

Através de uma nota divulgada esta sexta-feira (03), a CTA afirma que o cumprimento das obrigações financeiras internacionais reforça a credibilidade do País e a confiança dos parceiros externos.

“O sector privado reconhece e valoriza o cumprimento das obrigações financeiras junto do Fundo Monetário Internacional, por constituir um sinal relevante de responsabilidade macroeconómica e de reforço da credibilidade internacional do país”, refere o documento, assinalando que este passo contribui igualmente para consolidar a confiança dos parceiros externos e criar condições para o aprofundamento da cooperação económica e financeira.

Para a CTA, “a estabilidade macroeconómica deve ser acompanhada por medidas internas consistentes que impulsionam a produção nacional, o investimento privado e a competitividade da economia”.

“O desafio que se coloca é garantir que este esforço seja complementado por políticas que estimulem a produção nacional, o investimento privado e a competitividade da economia”, destacou.

Neste contexto, o sector privado considera igualmente necessário que o Governo preste atenção às dívidas internas acumuladas, defendendo a sua liquidação progressiva como forma de dinamizar a economia doméstica.

Reagindo igualmente aos dados divulgados pelo Banco Mundial que colocam Moçambique entre os países com níveis mais elevados de pobreza, a CTA afirmou que o relatório “exige uma reflexão séria e construtiva tendo em conta que os indicadores de desenvolvimento humano continuam a evidenciar a necessidade de acelerar progressos nas áreas de rendimento, educação e saúde”.

Para a organização empresarial, este contexto reforça a importância de aprofundar as reformas económicas em curso, com enfoque na dinamização da economia real e na criação de oportunidades sustentáveis para os cidadãos.

(Foto DR)

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