A Embaixada da Alemanha realizou na passada quarta-feira, 15 de Abril de 2026, a quinta edição do Diálogo Climático Maputo, reunindo presidentes de Conselhos Municipais, representantes do Governo, sector privado e organizações não-governamentais para discutir sobre o Financiamento Climático para Municípios Resilientes às Mudanças Climáticas.
O evento tinha como objectivo compreender os desafios que as cidades moçambicanas enfrentam no financiamento de protecção e adaptação climáticas.
O Embaixador da República Federal da Alemanha, Ronald Münch, anfitrião do evento, destacou: “Este encontro integra a política externa climática e o objectivo consiste em trocar experiências, identificar soluções concretas de financiamento climático local e criar a base para novas parcerias entre municípios, Governo e parceiros internacionais”.
O Presidente do Município de Quelimane, Manuel de Araújo, fez as notas de abertura onde destacou que “as cidades são simultaneamente vítimas dos impactos climáticos, e os protagonistas das soluções”.
Albano Manjate, Director Nacional de Financiamento Climático no Ministério da Planificação e Desenvolvimento, reforçou que os recursos necessários para enfrentar esse desafio global devem ser acessíveis e direcionados.
O painel foi composto pelos representantes da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM), ENABEL, GIZ e do Banco Alemão para o Desenvolvimento (KfW), que concordaram na necessidade de mobilização mais eficiente de financiamento climático.
O evento ocorre num contexto em que Moçambique enfrenta, de forma recorrente, os impactos das alterações climáticas. Os municípios, em particular, têm dificuldades em mobilizar recursos financeiros para se adaptarem a esses impactos crescente.
Neste Diálogo Climático foi também abordada a Estratégia Nacional de Financiamento Climático (ENFC) 2025– 2034, aprovada pelo Governo de Moçambique, visando mobilizar e aplicar, de forma eficiente, recursos nacionais e internacionais para a acção climática.
A cooperação entre Alemanha e Moçambique é estratégica para o fortalecimento da resiliência climática no país. Esta colaboração baseia-se na Parceria para o Clima e o Desenvolvimento, celebrada entre os dois países, em Junho de 2024.