Crise de combustível ː Frelimo exige medidas urgentes para evitar ruptura de stock

Contrariamente às informações que têm sido avançadas pelo Governo no Conselho de Ministro, a crise de combustíveis, que resulta do conflito que se assiste no Médio Oriente, é já uma realidade no País, com registo de longas filas em várias bombas das cidades de Maputo e Matola.

Ciente disto, a Frelimo exigiu ao Governo adopção de medidas urgentes para fazer face à crise de combustíveis. A Comissão Politica do partido Frelimo aponta como uma das soluções, o aumento da capacidade de armazenamento para que as crises internacionais não afectem o país.

“A Comissão Política orienta o governo a adotar mecanismos de curto e médio prazo, visando fazer face à atual situação de crise de combustíveis em Moçambique, em resultado do conflito existente no Médio Oriente, cujos efeitos estão a fazer-se sentir por todo o mundo”, disse Pedro Guiliche, porta-voz da Frelimo.

“A Comissão Política orienta para que o governo assegure a disponibilidade de reservas suficientes deste recurso energético para manter o abastecimento estável enquanto se faz a monitoria da evolução do fenómeno em causa, portanto, do conflito no Médio Oriente”, acrescentou.

A curto prazo, a Comissão Política orientou ao governo para trabalhar com vista a garantir a disponibilidade de divisas com afectação estratégica para a importação de combustíveis e bens essenciais, evitando, deste modo, constrangimentos de abastecimento.

“Utilizar de forma criteriosa o Fundo de Estabilização, direcionando os recursos para amortecer os choques, de curto prazo, com foco na proteção dos segmentos sociais mais vulneráveis. Igualmente, reforçar a monitoria contínua de preços e do abastecimento com mecanismos de acompanhamento em tempo real para prevenir rupturas de estoque e práticas especulativas no mercado.”

O órgão sugere também o aumento da capacidade de armazenamento de combustíveis.

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