A Ministra das Finanças, Carla Louveira, omitiu a existência de um plano orçamental já definido para suportar os encargos com a contratação da consultora norte-americana Alvarez & Marsal, chamada a prestar assessoria ao Estado em matérias financeiras e na gestão da dívida pública.
A decisão de recorrer à empresa está alinhada com recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI), no âmbito dos esforços de consolidação fiscal e reforço da transparência na administração das finanças públicas.
Contudo, as declarações da titular da pasta das Finanças contrastam com a posição assumida pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa. Segundo noticiou a MBC, Impissa garantiu que o Executivo já tem conhecimento do montante a ser pago pelos serviços da consultora, embora tenha admitido não se recordar, no momento, da quantia exacta que será desembolsada pelos cofres do Estado.
A divergência pública entre membros do Governo levanta questões sobre a clareza da comunicação institucional relativamente a um contrato que envolve recursos públicos e que surge num contexto de forte escrutínio sobre a gestão da dívida e das finanças nacionais.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre os termos do contrato, prazos de execução ou impacto financeiro global da assessoria contratada.
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