Cidadãos fazem trabalhos de estafetas das instituições do Estado, assume Chapo

Os serviços do Estado devem ser digitalizados para estar mais próximos do cidadão visando a flexibilização do desenvolvimento, mas também o abandono da floresta burocrática institucionalizada.

Esse pensamento foi defendido hoje, em Maputo, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na abertura da Primeira Conferência Nacional Sobre a Transformação Digital.

Chapo afirmou que no modelo actual de funcionamento das instituições do Estado, o próprio cidadão a quem se deve servir é quem faz o trabalho de estafetas.

“Não é aceitável que, na era digital, o cidadão seja obrigado a circular entre várias instituições do próprio Estado para tratar de um único documento ou serviço, tornando-se, na prática, mensageiro de uma administração que deveria estar integrada em pleno século XXI” disse.

O Chefe de Estado referiu, com efeito, que foi criada uma Comissão Técnica de Serviços Digitais incumbido de apresentar, até ao final deste semestre, um plano de integração de todos os sectores que prestam serviços digitais.

“Esta Comissão Técnica tem a missão de mapear os serviços existentes, promover a interoperabilidade, eliminar redundâncias, definir prioridades, e propor um roteiro nacional de integração digital” mencionou.

Daniel Chapo vincou, nesse sentido que “o tempo de reflexão deve ser curto, porque o tempo de transformação já começou. O tempo de hesitação terminou. Queremos um Estado à distância de um clique no telefone, no computador, mais próximo das necessidades do nosso povo”.

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