As recentes cheias em Moçambique provocaram danos avultados, com prejuízos que já ultrapassam os 40 milhões de dólares em infraestruturas vitais, conforme revelado pelo presidente dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa.
A situação levanta sérias preocupações sobre a manutenção dos corredores estratégicos que servem de elo de ligação para toda a região da África Austral.
Agostinho Langa sublinhou à MBC que, para além da destruição de carris e pontes, o maior desafio que o país enfrenta atualmente é garantir a operacionalidade destas rotas essenciais. A interrupção destes corredores não só afeta a economia moçambicana, mas também tem um impacto significativo no abastecimento e comércio dos países vizinhos na África Austral.
As declarações foram proferidas durante a reunião intermédia da Associação dos Portos dos Países de Língua Portuguesa, que decorreu em Maputo. O evento serviu de palco para discutir a resiliência das infraestruturas portuárias e ferroviárias face aos desafios climáticos crescentes na região.
A urgência de soluções e investimentos para a recuperação e reforço destas infraestruturas é premente, de forma a mitigar os impactos futuros de eventos climáticos extremos e assegurar a estabilidade económica e logística da região.
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