Arcebispo da Beira alerta para tempos difíceis em Moçambique

O arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuana, alertou os moçambicanos para a possibilidade de tempos difíceis no País, caso se prolongue o conflito envolvendo os Estados Unidos, o Irão e Israel.

Falando na província de Sofala, durante as celebrações da Semana Santa, que culminam com a Páscoa, no próximo domingo, 05 de Abril, o prelado apelou à paciência e resiliência da população, defendendo também maior responsabilidade na gestão dos recursos públicos por parte dos governantes.

Perante a instabilidade provocada pela guerra no Médio Oriente, o futuro de Moçambique torna-se incerto. Por isso, Dom Cláudio Dalla Zuana apela à paciência e à resiliência do povo moçambicano, explicando que, “caso haja escassez de combustível para o transporte de mercadorias e outras necessidades, a população não irá considerar as causas internacionais da crise, mas reagirá de forma imediata à falta de bens essenciais”.

“Se, por acaso, não houver combustível suficiente para o transporte de mercadorias e outras necessidades, as pessoas não vão pensar na política internacional. Vão apenas sentir a falta desses bens e tenderão a reagir de forma imediata à situação”, constatou Dom Cláudio Dalla Zuana, citado pela RFI.

Num país onde grande parte da população enfrenta inúmeras carências, o arcebispo dirigiu também um apelo aos governantes, defendendo que uma parte da função pública absorve muitos dos poucos recursos disponíveis e que é necessário que haja maior responsabilidade, incluindo a possibilidade de renúncia a certos privilégios, de modo a permitir uma melhor redistribuição em benefício de todos.

“Há uma parte da função pública que absorve muitos recursos, ou os poucos recursos que temos. É importante que também intervenha, contribuindo com aquilo que puder, até renunciando a certos privilégios, para que seja possível redistribuir melhor os recursos em benefício de todos”, concluiu.

Numa mensagem alusiva à Páscoa, o clérigo apelou ainda à sociedade para defender a verdade e procurar soluções pacíficas para os problemas que enfrenta.

 

(Foto DR)

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