Ainda existem inúmeras pessoas sitiadas à espera de resgaste – INGD

As chuvas há semanas em Moçambique deixaram vários distritos em muitas províncias debaixo das águas, nesta segunda fase da época chuvosa. As autoridades já resgataram mais de 1.600 pessoas, em Gaza (1.200) e em Maputo (476) mas ainda falta por resgatar inúmeras pessoas, segundo o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Segundo Paulo Tomás, as estimativas até há dois dias indicavam que mais de quatro mil pessoas ainda precisavam de ser resgatadas, pelo que, a considerar os trabalhos já realizados até hoje, os números carecem de actualização.

Em entrevista a Rádio Moçambique, a fonte referiu que os distritos de Chókwè, Guijá, na província de Gaza, Magude e Manhiça, na província de Maputo, foram os mais severamente afectados por cheias de inundações.

“Ainda temos pessoas que precisam de ser resgatadas…. estão em locais de difícil acesso. Este cenário trouxe a intransitabilidade de muitas vias de acesso, muitas fontes de água ficaram submersas. Portanto, não têm acesso a alimentos. Daí a necessidade de retirar estas famílias destas zonas que ainda se encontram debaixo das águas” disse.

Tomás alertou, entretanto, que, apesar do abrandamento da precipitação, a redução das águas ainda vai levar o seu tempo.

Para operacionalizar o resgate, o INGD conta com 44 embarcações – dentre nacionais, internacionais e de privados –, nove helicópteros, três avionetas, equipes especializas em salvamento (nacionais e internacionais).

Conforme assegurou, equipes do sector da saúde e das águas estão nos diversos centros de acolhimento para evitar a eclosão e propagação de doenças hídricas e garantir acesso à água potável.

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