O Ministério do Comércio da África do Sul afirmou, na sexta-feira passada, que vai se opor à liquidação da produtora de açúcar Tongaat Hulett, alertando para graves consequências para empregos, agricultores e a indústria açucareira do país.
“O Ministério do Comércio, juntamente com outros órgãos do Estado, opor-se-á à liquidação da Tongaat Hulett e continuará a apoiar todos os esforços legais destinados a encontrar uma solução viável e duradoura”, afirmou o Ministro do Comércio e Indústria, Parks Tau, em comunicado.
A Tongaat Hulett, com 134 anos de história, é uma das maiores fábricas de açúcar da África do Sul, com capacidade para processar milhões de toneladas métricas. A empresa emprega milhares de pessoas na África do Sul, Zimbábue, Moçambique e Essuatíni.
Tau descreveu a Tongaat Hulett como um “actor sistemicamente importante” na cadeia de valor do açúcar e expressou optimismo quanto à sua potencial estabilização e reestruturação.
A verdade é que, de acordo com a Reuters, aquele instituição sul-africana não detém poderes para impedir a liquidação, mas, aliada a outras partes interessadas, pode participar das audiências e apresentar argumentos contra a liquidação.
A Vision Group, principal credora garantida da empresa, afirmou na segunda semana do mês, que o processo de resgate da Tongaat Hulett, iniciado em 2022 após graves irregularidades contábeis, havia fracassado.
A Vision, que tenta comprar a empresa há cerca de três anos, também afirmou que a liquidação provisória garantiria a protecção dos activos, a estabilidade operacional e a salvaguarda dos meios de subsistência ligados à produtora de açúcar.
Uma audiência de liquidação provisória está agendada para a próxima sexta-feira, aumentando os temores sobre o futuro da cadeia de abastecimento de açúcar da África do Sul e as pressões económicas enfrentadas pelas comunidades rurais que dependem da empresa. (Reuters)
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