Empresariado moçambicano destaca conectividade e mais investimentos para impulsionar o turismo
A melhoria da conectividade aérea, a simplificação dos vistos, o investimento em infra-estruturas, a qualificação dos recursos humanos e a promoção internacional da marca Moçambique constituem as cinco prioridades apontadas pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) para acelerar o desenvolvimento do turismo nacional e transformar o potencial do sector em crescimento económico.
A posição foi defendida esta quinta-feira (04) pelo presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante o Fórum de Turismo e Investimento na vila-sede de Rapale, província de Nampula, evento que reúne governantes, operadores turísticos nacionais e estrangeiros.
Além de promover uma mostra das potencialidades das onze províncias do País, incluindo gastronomia e atractivos turísticos, o evento aponta o turismo como sector estratégico para criação de emprego.
Segundo Massingue, o enorme potencial turístico de Moçambique exige uma acção estruturada, coordenada e orientada para resultados, na qual o sector privado deve desempenhar um papel decisivo.
“Primeiro, melhorar a conectividade aérea, através de mais ligações, maior frequência de voos e custos mais competitivos; segundo, facilitar a mobilidade de pessoas por meio de regimes de vistos mais simples e eficientes; e terceiro, acelerar o investimento em infra-estruturas essenciais, incluindo estradas, energia, água, hospitais, saneamento e telecomunicações”, afirmou Álvaro Massingue.
Como quarto eixo estratégico, o dirigente empresarial destacou a necessidade de reforçar a formação e qualificação dos recursos humanos ligados ao turismo. A quinta prioridade passa pelo fortalecimento da promoção internacional da marca Moçambique nos mercados considerados prioritários.
“O desafio que temos pela frente consiste em transformar potencial em investimento e investimento em desenvolvimento. Para tal, é fundamental fortalecer a cooperação entre o Governo, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento”, sublinhou.
Na ocasião, Massingue destacou ainda o forte efeito multiplicador do turismo na economia, salientando que os visitantes impulsionam a procura de uma ampla gama de serviços, gerando rendimentos, oportunidades empresariais e novos postos de trabalho.
O presidente da CTA considerou que Moçambique reúne condições privilegiadas para se afirmar como destino turístico de referência, graças aos seus recursos naturais, localização estratégica e oportunidades de investimento. Neste contexto, apontou a província de Nampula, anfitriã do fórum, como um dos principais pólos de desenvolvimento do País.
Para sustentar a sua visão optimista, recorreu a dados estatísticos que demonstram a relevância do sector para a economia nacional.
“Entre 2016 e 2019, Moçambique recebeu, em média, cerca de dois milhões de turistas por ano. O sector representou aproximadamente 4,5% do Produto Interno Bruto nacional e 32% das exportações de serviços. Estes indicadores demonstram que o turismo pode continuar a desempenhar um papel importante na diversificação económica do País”, referiu.
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