Banco de Moçambique volta antecipar a reunião do Comité de Política Monetária

Banco de Moçambique volta antecipar a reunião do Comité de Política Monetária

O Banco de Moçambique (BdM) anunciou a alteração da data para a reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), inicialmente marcada para 27 de Maio, passando agora para o dia 25 do mês curso.

Através de uma nota divulgada no seu portal, o banco não explica os motivos da alteração da data deste encontro, que normalmente tem acontecido na última semana do mês. “O Banco de Moçambique comunica que a segunda sessão do Comité de Política Monetária, inicialmente prevista para o dia 27 de Maio de 2026, é antecipada para o dia 25 do mesmo mês”, lê-se na nota.

Esta é a segunda vez consecutiva em que o banco central decide antecipar a reunião do CPMO. Em Março, antecipou a data do comité inicialmente prevista para o dia 30 de Março, para o dia 23 do mesmo mês.

O Comité de Política Monetária é um órgão do Banco de Moçambique responsável pela gestão e implementação da política monetária. Este órgão é composto pelo Governador, Vice-Governador e Administradores do Banco de Moçambique. O comité reúne-se uma vez a cada dois meses e decide sobre os níveis da taxa de juro de política monetária, designada taxa MIMO (taxa de Mercado Monetário Interbancário de Moçambique).

Recorde-se que na última reunião, em Março, o BdM decidiu manter a taxa de juro da política monetária, conhecida como MIMO, em 9,25%, interrompendo o ciclo de reduções iniciado em Janeiro de 2024, após 12 de cortes consecutivos.

Em causa, segundo o governador do BdM, estão os efeitos do conflito no Médio Oriente, com impacto na cadeia logística global, bem como na oferta e nos preços de produtos energéticos e alimentares. Falando após a reunião bimestral do CPMO, Rogério Zandamela reiterou que a manutenção da taxa resulta do agravamento dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação, destacando os efeitos das cheias e inundações que condicionam a produção e a distribuição de bens no País.

“Esta decisão decorre da materialização e do agravamento substancial de alguns riscos e incertezas associados às projecções da inflação, com destaque para a eclosão do conflito no Médio Oriente e os seus impactos na cadeia logística, bem como na oferta e nos preços dos produtos energéticos e alimentares, que influenciaram a revisão em alta das perspectivas da inflação. Neste contexto, o CPMO interrompeu o ciclo de redução iniciado em Janeiro de 2024, condicionando as futuras decisões à evolução e materialização dos riscos e incertezas internos e externos”, explicou o governador do banco central moçambicano.

Na ocasião, o governador do BdM assinalou que os riscos e incertezas associados às projecções da inflação agravaram-se significativamente. “A nível doméstico, evidenciam-se igualmente o ritmo de reposição da capacidade produtiva e os efeitos da persistência do risco fiscal, com destaque para os atrasos nos pagamentos devidos pelo Estado”, anuiu.

 

(Foto DR)

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