O Governo reconhece haver constrangimentos no abastecimento de combustíveis no País, apesar de garantir ainda haver reservas disponíveis nos terminais portuários.
De acordo com o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que falava terça-feira (28), após o final de mais uma sessão ordinária do Conselho de Ministros, o problema actual não está na inexistência de combustível, mas na dificuldade de ligação entre os reservatórios portuários e os postos de venda a retalho.
“O combustível existe para mais algum tempo, sendo que há reservas que têm estado a ser feitas. No entanto, estamos novamente a assistir a uma situação semelhante à do ano passado”, explicou Inocêncio Impissa.
O governante recordou que, em ocasiões anteriores, o principal entrave esteve relacionado com a disponibilidade de divisas para viabilizar a distribuição do produto. “O combustível está nos reservatórios portuários, mas o problema tem a ver com a conexão entre estes e aqueles que devem vender a retalho”, afirmou, acrescentando que a situação actual aparenta seguir o mesmo padrão.
Entretanto, informou que já foi orientada uma equipa de trabalho para apresentar soluções imediatas, com vista a garantir que o combustível chegue efectivamente aos consumidores. “Não basta ter combustíveis nos terminais portuários quando vemos cidadãos em longas filas nas bombas, sendo que metade ou menos dos postos não está a fornecer”, assegurou.
Segundo o porta-voz, entre as acções já em implementação, destaca-se a proibição da revenda de combustível nacional para países vizinhos, prática que, segundo o Governo, tem contribuído para a redução da disponibilidade interna. “Há países onde o combustível é vendido a preços até duas vezes superiores, para além de estar a reduzir a disponibilidade interna, faz com que aqueles países que vendem a preço até a dobrar do custo nacional, tenham mais preferência”, referiu.
(Foto DR)