A ministra das Finanças, Carla Louveira, afirma que o relatório do Banco Mundial que aponta o País como o segundo mais pobre do mundo foi produzido com base em dados de 2019 e limitou-se à análise da pobreza de consumo.
Segundo a governante, que falava esta terça-feira (07) à margem das comemorações do Dia da Mulher Moçambicana, o referido relatório foi produzido com base em dados de 2019 e limitou-se a interpretar a pobreza de consumo.
“Devemos ressaltar que as estatísticas utilizadas são informações colhidas em período de COVID-19, publicadas em 2022, num contexto em que, para além da pandemia, decorriam fenómenos associados aos conflitos em Cabo Delgado e aos impactos climáticos. E também foi uma análise concentrada na perspectiva da pobreza de consumo, que consiste em aferir se as famílias têm condições para arcar com a cesta básica”, explicou a ministra.
Citada numa publicação do Jornal “O País”, a governante afirma que Moçambique está melhor do que muitos colocados à frente por aquele organismo internacional e critica o facto de a base temporal usada para avaliar Moçambique ser diferente da aplicada a outros países.
“Há necessidade de referir o ano de comparação que está a ser feito de Moçambique com outros países. Em muitos desses países, a análise comparativa foi feita com inquéritos recentes aos agregados familiares. Se estivéssemos a comparar com esses dados mais recentes, a fotografia do nosso país seria, obviamente, outra”, acrescentou.
A reação do Governo surge após uma semana ter prometido pronunciar-se sobre o relatório do Banco Mundial.
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