O economista Roberto Júlio Tibana defende que o Governo deve esclarecer, com transparência, a origem dos recursos usados para a liquidação total da dívida contraída junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), numa altura em que o país continua a enfrentar elevados níveis de pobreza.
Falando durante o programa Especial Informação, da MBC, Tibana afirmou que o mais importante não é apenas o anúncio do pagamento, estimado em cerca de 698 milhões de dólares, mas sim a clareza sobre como a operação foi realizada.
Segundo o economista, é essencial que os moçambicanos compreendam os contornos do processo, questionando se o montante foi liquidado em numerário ou através da emissão de títulos do Estado, eventualmente entregues ao Banco de Moçambique.
“Tornar pública a origem e a forma de mobilização destes recursos é crucial para reforçar a confiança dos cidadãos e garantir uma gestão transparente das finanças públicas”, defendeu.
A posição surge num contexto em que o Governo anunciou recentemente a liquidação da dívida ao FMI, uma medida vista como um marco na gestão financeira do país, mas que levanta dúvidas entre analistas sobre o impacto real na economia nacional.
Maior transparência neste tipo de operações pode contribuir para o fortalecimento da credibilidade do Estado e para uma melhor compreensão, por parte da população, das decisões económicas tomadas pelas autoridades.
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