A 12.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC 2026) terá lugar em Maputo, nos dias 6 e 7 de maio, reunindo líderes mundiais num momento de reconfiguração dos mercados de energia.
Com as recentes interrupções geopolíticas a afetar o fornecimento global de Gás Natural Liquefeito (GNL), Moçambique assume um papel estratégico como alternativa competitiva e segura para os compradores internacionais.
Oportunidades e desafios estratégicos
Sob o lema “Moçambique Aberto aos Negócios: Desbloqueando Recursos Naturais para Industrialização, Diversificação e Crescimento Inclusivo”, o evento prevê a participação de mais de 600 delegados.
Os principais destaques desta edição incluem:
- Capacidade de Exportação: Espera-se que Moçambique atinja uma capacidade de 38 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de GNL até ao início da década de 2030.
- Segurança Energética: A região da África Oriental posiciona-se como um pilar crítico para a estabilidade energética global, especialmente face à volatilidade de preços no Médio Oriente.
- Cooperação Sul-Sul: A participação de uma delegação de alto nível da Argélia (SONATRACH) reforça a colaboração entre o Norte e o Sul de África na exploração de hidrocarbonetos.
Oradores e apoios de peso
O evento conta com o endosso do Ministério de Recursos Minerais e Energia de Moçambique e a presença confirmada do Ministro Estevão Pale. Entre os oradores e entidades confirmadas destacam-se:
- Setor Público: Nazário Bangalane (INP) e Ludovina Bernardo (ENH).
- Gigantes Energéticas: Representantes da ExxonMobil, Sasol, TotalEnergies e Eni.
- Parceiros Institucionais: CTA, APIEX, AGMM e a Electricidade de Moçambique (EDM).
O MMEC 2026 contará com 11 painéis de discussão que abrangem desde o acesso a energias limpas até ao financiamento de projetos e conteúdo local.

As inscrições já estão abertas para delegados, expositores e patrocinadores através do portal oficial do evento.
Imagem: DR