Moçambique está preparado para eventuais choques económicos decorrentes da guerra no Médio Oriente, que envolve os Estados Unidos da América, o Irão e Israel. A garantia foi dada pela ministra das Finanças, Carla Louveira, que assegura que o País dispõe de um fundo de estabilização para fazer face a este tipo de crises.
O Governo moçambicano acompanha com atenção e preocupação a evolução do conflito no Médio Oriente. Ainda assim, Carla Louveira transmite confiança na capacidade de resposta nacional.
“Já enfrentamos a crise entre a Rússia e a Ucrânia, que obrigou o País a recorrer ao fundo de estabilização, devido ao aumento significativo dos preços dos combustíveis. Neste momento, o fundo dispõe de cerca de 390 milhões de meticais. Apesar de ter sido utilizado, foi posteriormente reforçado com a estabilização dos preços”, explicou a ministra, citada pela RFI.
Além dos cerca de 5,3 milhões de euros disponíveis, a ministra das Finanças refere que estão em curso várias medidas para reduzir o impacto da crise. “Continuam os esforços para garantir o abastecimento de combustíveis, assegurar garantias bancárias às empresas importadoras e mobilizar divisas, de modo a garantir a chegada de combustível ao País”, acrescenta.
Carla Louveira tranquilizou a população, assegurando que os preços dos combustíveis no País vão permanecer inalterados.
O conflito no Médio Oriente, que envolve os Estados Unidos da América, o Irão e Israel, tem provocado impactos nos mercados internacionais, reflectindo-se no aumento dos preços dos combustíveis. Embora Moçambique disponha de mecanismos de protecção, como o fundo de estabilização, o País acompanha de perto a evolução da crise para mitigar efeitos sobre a economia e garantir o abastecimento interno.
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