A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), na província de Nampula, ameaçou desencadear acções de contestação caso o seu líder, Engenheiro Venâncio Mondlane, venha a ser declarado culpado no processo em curso na Procuradoria-Geral da República (PGR).
A posição foi tornada pública esta segunda-feira (23), durante um encontro com membros e simpatizantes do partido, onde a organização classificou o processo como sendo de natureza política e manifestou preocupação com o seu desfecho.
Segundo Castro Niquina, coordenador político da Anamola em Nampula, as acusações contra Mondlane configuram uma alegada perseguição política, com o objectivo de influenciar o cenário eleitoral, tendo também questionado a responsabilização de outras figuras públicas.
“O partido poderá reagir em função da decisão judicial e apelou à mobilização dos membros e simpatizantes, propondo acções simbólicas de protesto, incluindo a pintura das mãos como sinal de vigilância sobre o processo”, afirmou o dirigente citado pelo Jornal Rigor.
No seio da organização, persistem críticas ao funcionamento das instituições judiciais, com o partido a defender maior imparcialidade e justiça no tratamento dos processos.
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