A primeira-ministra, Benvinda Levi, afirmou esta segunda-feira (09) que a transformação do sistema agro-alimentar é essencial para reduzir de forma sustentável a pobreza em Moçambique, defendendo o reforço do papel das mulheres no sector agrícola.
Falando em Maputo, durante a cerimónia de celebração do Dia Internacional da Mulher, Levi sublinhou que o Governo considera a agricultura uma área estratégica para impulsionar o desenvolvimento nacional, conforme estabelecido no Programa Quinquenal do Governo 2025-2029.
Segundo a governante, o instrumento de planificação define como objectivo central acelerar o crescimento económico inclusivo e sustentável, com enfoque na diversificação da economia, criação de emprego, modernização das infra-estruturas e redução da pobreza e das desigualdades sociais. “O Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 estabelece como objectivo central acelerar o crescimento económico inclusivo e sustentável, com foco na diversificação da economia, na criação de empregos, na modernização das infra-estruturas e na redução da pobreza e das desigualdades sociais”, afirmou a governante citada pela AIM.
No âmbito desta estratégia, o Executivo aposta na modernização da agricultura, no fortalecimento das cadeias de valor, no desenvolvimento de pólos de produção e na capacitação dos pequenos produtores.
Benvinda Levi explicou ainda que o Governo pretende facilitar o acesso dos agricultores a insumos, financiamento, assistência técnica e seguro agrícola, medidas consideradas fundamentais para tornar o sector mais produtivo e resiliente.
Ao abordar o papel das mulheres, Levi reconheceu que estas representam uma parcela significativa da força de trabalho no campo, participando em praticamente todas as fases da cadeia produtiva. “Quando as mulheres têm acesso à terra, tecnologia, financiamento, mercados e conhecimento, os ganhos traduzem-se não apenas em maior produção, mas sobretudo em melhores condições de vida para as suas famílias e maior resiliência para as comunidades”, declarou.
Levi destacou igualmente que a promoção da igualdade de género deve caminhar lado a lado com a garantia dos direitos e da segurança das mulheres e raparigas. “Estamos a reafirmar um princípio moral que é simultaneamente uma condição essencial para o desenvolvimento, pois a violência contra a mulher destrói a sua saúde e a dos seus dependentes, limita oportunidades, reduz a produtividade e compromete o futuro das crianças”, disse.
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