GCCC reconhece falhas estruturais no combate à corrupção em Moçambique

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) reconheceu, hoje, a existência de falhas estruturais nas instituições do Estado na implementação das directrizes para combater a corrupção.

“Isto quer dizer que as instituições não estão a implementar as políticas e estratégias de prevenção e combate à corrupção de uma forma eficaz” disse, Romualdo Johnam.

Segundo o responsável, essa é a razão de Moçambique ser um dos pior classificados, entre os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), no recente Índice de Percepção da Corrupção, divulgado pela Transparência Internacional (TI).

“Porque se estivéssemos não estaríamos nessa posição” notou.

Na avaliação global, que classificou 180 países em 2026, Moçambique é colocado na posição 21, e no topo dos PALOP está Cabo-Verde, na 46ª posição. Ainda assim, a TI entende que o ideal era que os países ocupassem posições acima de 80. Leia mais…

Conforme avançou Johnam, as falhas ocorrem a partir dos órgãos internos das instituições que deveriam velar pela integridade dos procedimentos de funcionamento das próprias entidades. Apontou, a título de exemplo, os órgãos de controle interno como os Recursos Humanos e Inspecções, que ‘deixam’ ocorrer a cristalização da corrupção na função pública.

O investigador do Centro de Integridade Pública, Baltazar Fael, – que disse acompanhar as questões e combate à corrupção desde 2023 – considerou que este é um combate “que se faz com coragem”.

“O combate à corrupção faz-se com coragem de destruir estes cartéis […] no sentido de afastar qualquer Ministro suspeito de corrupção” disse.

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