É proferida hoje a leitura da sentença do antigo juiz Presidente do Tribunal Judicial da Maxixe, Alexandre Njovo, em Inhambane, acusado de desviar mais de três milhões de meticais.
Segundo a acusação do Ministério Público, apresentada a 9 de Setembro de 2025, o esquema terá ocorrido entre Janeiro de 2017 e final de 2018, onde na qualidade de juiz-presidente e assinante principal das contas bancárias desta instituição terá emitido, ilicitamente, diversos cheques de elevadas somas em benefício pessoal.
Segundo avança o “Notícias”, as investigações, despoletadas por uma auditoria interna, detalham que os valores foram subtraídos através de operações fraudulentas em três fontes distintas, entre custas judiciais, depósitos obrigatórios e valores do cofre do tribunal.
A RM escreve que Alexandre Njovo já foi expulso da magistratura judicial na sequência de um processo disciplinar anterior, respondendo agora criminalmente pelos crimes de peculato, abuso de cargo ou função e furto.
No banco dos réus senta-se também Francisco Cumbane, antigo escrivão do Tribunal da Maxixe, indiciado por co-autoria ou cumplicidade no manejo irregular das contas da instituição.