https://atualizacao24h.com o seu portal de notícias de Moçambique. Informação atualizada em tempo real sobre política, economia, sociedade e muito mais. Sun, 30 Aug 2026 17:17:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://atualizacao24h.com/wp-content/uploads/2026/08/cropped-gemini-2.5-flash-image_crie_num_tamanho_menor_para_servir_de_icone-0-32x32.jpg https://atualizacao24h.com 32 32 CPMZ lança construção de duas estações para o transporte de combustíveis – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/cpmz-lanca-construcao-de-duas-estacoes-para-o-transporte-de-combustiveis-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/cpmz-lanca-construcao-de-duas-estacoes-para-o-transporte-de-combustiveis-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:17:02 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/cpmz-lanca-construcao-de-duas-estacoes-para-o-transporte-de-combustiveis-mozflash24h/

A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabué (CPMZ) vai aumentar em dois milhões de metros cúbicos a capacidade anual de transporte de combustíveis no oleoduto Beira-Feruka, dos actuais três milhões para cinco milhões até finais de 2027, representando um crescimento de 67%.

“O desenvolvimento irá aumentar a capacidade anual de transporte do oleoduto Beira-Feruka de 3 milhões para 5 milhões de metros cúbicos até ao final de 2027, um aumento de 67%”, refere a nota citada pela AIM, acrescentando que o incremento deverá ajudar a responder à crescente procura de gasóleo, gasolina e combustível de aviação na região.

Para alcançar este objectivo, a CPMZ vai construir duas novas estações de bombagem, em Nhamatanda, na província de Sofala, e Messica, em Manica.

O lançamento da primeira pedra das obras está marcado para 2 de Setembro, em Nhamatanda, numa cerimónia que deverá contar com a presença dos chefes de Estado de Moçambique e do Zimbabué.

O actual oleoduto Beira-Feruka tem 294 quilómetros de extensão e constitui uma das principais infra-estruturas do Corredor da Beira para o transporte de combustíveis destinados ao Zimbabué e a outros mercados da região.

A expansão representa a segunda grande subida da capacidade da infra-estrutura nos últimos anos. Em 2024, a CPMZ elevou a capacidade anual de dois para três milhões de metros cúbicos.

Com a nova intervenção, a capacidade será 2,5 vezes superior à registada antes da expansão de 2024.

A CPMZ prevê executar a construção e o comissionamento das novas estações sem interromper as operações do oleoduto nem o abastecimento de combustíveis aos mercados regionais.

O projecto está a ser coordenado com a modernização da Linha Petrozim, entre Feruka e Harare, criando um corredor integrado de maior capacidade entre o Porto da Beira e o interior da África Austral.

Segundo a nota, o corredor beneficia Moçambique e Zimbabué e serve igualmente mercados sem litoral, nomeadamente Zâmbia, Maláui, Botsuana e República Democrática do Congo.

No horizonte de longo prazo, a CPMZ e o Governo do Zimbabué estudam a substituição da actual linha por um oleoduto de maior diâmetro, capaz de responder à procura projectada até 2050.

Está também em análise uma eventual extensão do eixo Harare-Lusaka até ao Copperbelt, na Zâmbia.

A empresa considera que os investimentos contribuirão para uma rede regional de abastecimento de combustíveis “mais resiliente, eficiente e integrada”, reforçando a actividade económica, o comércio e a segurança energética na região da SADC.

 

 

(Foto DR)

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/cpmz-lanca-construcao-de-duas-estacoes-para-o-transporte-de-combustiveis-mozflash24h/feed/ 0
Instituições têm até Setembro para requererem permanência – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/instituicoes-tem-ate-setembro-para-requererem-permanencia-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/instituicoes-tem-ate-setembro-para-requererem-permanencia-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:16:11 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/instituicoes-tem-ate-setembro-para-requererem-permanencia-mozflash24h/




Instituições têm até Setembro para requererem permanência





FUNCIONÁRIOS EM IDADE DE APOSENTAÇÃO: Instituições têm até Setembro para requererem permanência

A permanência dos funcionários que atingiram a idade-limite de aposentação obrigatória na Função Pública e cuja presença se mostre indispensável para o funcionamento dos serviços deve ser requerida até ao dia 27 de Setembro. Um ofício do Ministério da Administração Estatal e Função Pública refere que o requerimento deverá ser feito pelo dirigente máximo da instituição ao ministério que superintende a respectiva área.

Ao abrigo da emenda feita recentemente ao Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, a idade-limite para aposentação no Estado é de 65 anos, com a possibilidade de prorrogação do vínculo até 70 anos. Esta excepção é aplicável somente às carreiras diplomáticas, de docentes universitários, de assistente universitário, de médico e médico-dentista, de investigação científica e de magistrados.1

Leia mais…

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/instituicoes-tem-ate-setembro-para-requererem-permanencia-mozflash24h/feed/ 0
«A tarefa do Estado tem de ser economicamente viável» – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/a-tarefa-do-estado-tem-de-ser-economicamente-viavel-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/a-tarefa-do-estado-tem-de-ser-economicamente-viavel-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:14:45 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/a-tarefa-do-estado-tem-de-ser-economicamente-viavel-mozflash24h/

O presidente do PSB Bank, Petr Fradkov, em entrevista à RBC, aborda o que se passa num dos sectores mais fechados da economia — os pagamentos transfronteiriços — e explica o funcionamento do sistema internacional de pagamentos A7, um sistema no qual, no fundo, não existem pagamentos transfronteiriços.

Isto é, no fundo, um instrumento da ‘nova guerra

Como funcionava antes o sistema global de pagamentos, o que mudou agora e porquê?

Não diria que antes havia uma coisa e agora há outra. Continuamos dentro do paradigma existente do sistema global de pagamentos. No entanto, estamos a assistir ao surgimento de alternativas.

O mundo inteiro deparou-se com a realidade de que os pagamentos se tornaram o tema mais complexo das finanças. Isto é, no fundo, um instrumento da «nova guerra». O Financial Times chegou a escrever sobre o assunto de forma franca e inequívoca, afirmando que o dólar é também um instrumento desta guerra. Funciona como um soft power fundamental para controlar as transacções e os pagamentos à escala global.

Quando falamos de nos afastarmos do dólar nos pagamentos como objectivo, é essencial perceber que, por um lado, isso é correcto, mas, por outro, não resolve inteiramente a questão. Olhando para os pagamentos a nível mundial, a quota do dólar continua a oscilar entre 40% e 50%. Ao mesmo tempo, o peso dos pagamentos em moedas nacionais está a aumentar. Segundo o Banco Central, a quota do rublo nas receitas de exportação deverá situar-se acima dos 53% no final de 2025, enquanto nos pagamentos de importação rondará os 55%.

Contudo, a dependência da infra-estrutura financeira internacional de que falamos não se mede apenas pela moeda de pagamento. É possível passar do dólar para o rublo, o yuan ou instrumentos digitais, mas a dependência do próprio enquadramento externo mantém-se, porque existe compliance estrangeiro e existem soluções de liquidez que permitem um controlo preciso dos pagamentos entre países.

Se falarmos do sistema SWIFT, este reúne um vastíssimo número de organizações — dezenas de milhares — e é utilizado em todos os países, mas vemos que não é politicamente neutro. Por isso, os países procuram não só passar para as moedas nacionais nos pagamentos, mas também, e sobretudo, criar a sua própria infra-estrutura de pagamentos, que lhes permita controlar os seus fluxos comerciais, tanto nos pagamentos bilaterais como nas liquidações com países terceiros.

Na prática, soluções deste tipo estão actualmente a ser desenvolvidas na Rússia, incluindo no âmbito dos projectos do PSB e do sistema de pagamentos transfronteiriços A7.

Pode essa infra-estrutura ser politicamente neutra se pertencer ao próprio país?

Sim, pode. O mundo está a afastar-se da ideia de que existe um sistema de pagamentos universal pelo qual tudo tem de passar. Está a formar-se um conjunto de soluções nacionais, regionais e inter-regionais. Vão competir entre si tal como competem os bancos, os sistemas de pagamento, as rotas logísticas e as plataformas tecnológicas.

Estamos a assistir a uma mudança global em que a infra-estrutura internacional de pagamentos começa a ser substituída por um conjunto de sistemas nacionais. O mundo caminha nesse sentido independentemente da situação russa: se em Maio de 2020 apenas 35 países estudavam ou desenvolviam moedas digitais de banco central, hoje são já 146. E há muitos outros exemplos. Podemos recordar o sistema chinês CIPS [sistema de pagamentos transfronteiriços em yuan] e as tentativas de vários países de grande dimensão, entre eles a Indonésia e o Brasil, de seguir uma política independente no comércio internacional. Falamos de uma nova concorrência no mercado: o sistema começa a fragmentar-se e os produtos oferecidos no sector dos mecanismos de pagamento começam a competir entre si à escala sub-regional. Surgem várias soluções, incluindo em activos digitais e stablecoins, que se estão a tornar elementos de transferência de valor. Tudo isto dá origem a um sistema de pagamentos renovado.

«Devo notar que as stablecoins podem ser uma entidade temporária»

Como mudou desde 2022 a dependência russa do sistema de pagamentos internacional, «politicamente não neutro»? Afinal, o sistema chinês em yuan foi concebido para a China.

É precisamente esse o ponto. Ao aplicar novos mecanismos, temos de procurar respeitar o princípio de nos afastarmos de uma dependência sem cairmos noutra. A fintech e qualquer mercado tecnológico desenvolvem-se muito depressa. Não nos podemos deixar iludir, pensando que recorrer a soluções digitais modernas é a resposta para romper com a dependência dos instrumentos clássicos e da banca tradicional. Não é bem assim.

A questão é que a Rússia precisa de criar o seu próprio enquadramento de pagamentos, doméstico na origem mas internacional na função. Temos abundância tanto de soluções técnicas como de capacidade financeira.

O PSB, em conjunto com o sistema de pagamentos transfronteiriços A7, está a desenvolver um desses projectos para uma nova arquitectura de pagamentos, na qual o pagamento não depende da aprovação de terceiros.

Um enquadramento de pagamentos moderno pode envolver uma combinação de banca tradicional, activos digitais, stablecoins, soluções de tokenização de notas promissórias e várias outras formas. No entanto, este mecanismo não pode limitar-se a dar resposta às restrições em que nos encontramos: tem também de ser um produto competitivo no mercado internacional, com procura efectiva, incluindo para pagamentos entre países terceiros. Por outras palavras, não se trata de tentar contornar restrições, mas de criar um sistema moderno capaz de competir no mercado internacional.

Qual é a dimensão deste mercado?

As estimativas só podem ser relativamente genéricas. O fluxo de operações associado à infra-estrutura SWIFT está estimado em cerca de 150 biliões de dólares. Quanto aos instrumentos digitais, segundo a Artemis Analytics o volume de operações com stablecoins deverá atingir 33 biliões de dólares em 2025, um aumento de 72% em termos homólogos. Apenas para efeitos de comparação: o volume de transacções da Visa no mesmo ano é de 16,7 biliões de dólares e o da Mastercard de 10,6 biliões. Isto demonstra que as stablecoins se tornaram uma parte significativa da infra-estrutura global de pagamentos.

Devo esclarecer que as stablecoins podem ser uma entidade temporária. Não as devemos encarar como um dado adquirido, nem partir do princípio de que este conjunto de instrumentos será usado durante décadas. São uma resposta rápida a um mundo em mudança. Mas é muito importante notar que o simples facto de utilizarmos estes instrumentos não significa que nos estejamos a afastar da ligação ao dólar nos pagamentos.

Segundo estimativas do BIS, 98% do valor de todas as stablecoins está associado ao dólar norte-americano.

Até 99%, segundo algumas estimativas. A capitalização total de mercado é de 312 mil milhões de dólares, o que significa que mais de 300 mil milhões correspondem a diversas stablecoins denominadas em dólares.

A mais popular é a USDT.

A USDT é emitida por uma empresa privada registada num território offshore, mas essa mesma empresa é um dos maiores detentores de obrigações do Tesouro norte-americano. Ou seja, a dependência básica do dólar e do mercado de dívida dos EUA não desapareceu.

É importante distinguir a forma do conteúdo. A forma são as stablecoins, que são cómodas e bem compreendidas; o conteúdo é uma nova forma de dependência de produtos indexados ao dólar. Não é por acaso que uma das primeiras decisões da administração do Presidente Donald Trump foi legalizar a legislação sobre criptomoedas e criar as estruturas correspondentes. No fundo, é uma tentativa de preservar o sistema antigo assente em novos princípios. É um mercado controlado e são produtos controlados.

Como é que esse controlo, contra o qual estão a trabalhar, é tecnicamente exercido?

É importante compreender isto. Sem entrar em pormenores tecnológicos, a Tether Limited mantém o controlo total sobre a USDT que emite e pode bloquear quaisquer tokens ao seu critério, independentemente de onde estejam. Infelizmente, já existem precedentes.

Estes mecanismos já foram aplicados. A Tether bloqueou fundos não apenas de detentores ligados a actividades ilícitas, mas também simplesmente a pedido da administração norte-americana. Nos últimos anos foram igualmente bloqueados activos significativos pertencentes a detentores do Irão e da Rússia.

Isto mostra que mesmo um instrumento digital moderno pode permanecer inteiramente controlado pelo seu emitente. A questão, portanto, é saber quem controla a infra-estrutura da sua circulação. Nesse sentido, consideramos importante desenvolver os nossos próprios instrumentos financeiros digitais e a nossa própria infra-estrutura de pagamentos.

O aperto das regras de compliance é uma questão de tempo e de circunstância?

É o mesmo compliance, apenas noutro formato técnico, noutro invólucro. Não devem existir ilusões: sim, a tecnologia mudou, mas a dependência mantém-se.

O nosso orgulho é termos sido os primeiros a emitir uma stablecoin indexada ao rublo, através da empresa A7 — a A7A5. É uma pequena parcela do mercado global de stablecoins, mas é a maior stablecoin não denominada em dólares. O volume de transacções da A7A5 desde o seu lançamento atingiu quase 140 mil milhões de dólares.

É também muito importante que não somos únicos nisto; muitos países seguem o mesmo caminho — a Indonésia, o Brasil e outros. Estão a desenvolver activamente as suas próprias soluções de pagamento alternativo e a emitir stablecoins indexadas a activos nacionais. Por enquanto são de pequena dimensão: a capitalização da brasileira BRZ ronda os 52 milhões de dólares, a japonesa JPYC cerca de 18 milhões e a turca BiLira aproximadamente 6 milhões. Recentemente, o presidente do Banco Nacional do Cazaquistão anunciou que também planeiam usar a sua própria stablecoin indexada ao tenge para liquidações internacionais. É um exemplo eloquente de como o sistema global de pagamentos se está a transformar neste momento, incluindo entre os nossos vizinhos mais próximos.

São precisamente as liquidações não associadas à USDT que representam o segmento do mercado que vai crescer e que poderá vir a tornar-se uma alternativa real à infra-estrutura ocidental estabelecida. Escolhemos conscientemente este nicho para construir a nossa própria infra-estrutura, ao contrário de outros agentes de pagamento. Reitero: não se trata apenas de sanções e restrições; trata-se verdadeiramente de um novo mercado que se está a desenvolver a um ritmo muito, muito rápido.

«Se não fosse um negócio rentável, seria simplesmente uma tolice»

Se não se trata de contornar sanções, é um negócio economicamente substantivo? É rentável?

Se não fosse um negócio rentável, seria simplesmente uma tolice. A soberania financeira e, mais amplamente, a soberania tecnológica são tarefas do Estado. Mas mesmo a tarefa estatal mais complexa pode integrar várias sub-tarefas: contornar sanções, por exemplo, pode estar incluído. Em sentido lato, porém, uma tarefa do Estado tem de ser economicamente viável. É fundamental que todo o mecanismo que criámos seja um mecanismo rentável e economicamente viável. Existe procura tanto por parte dos nossos exportadores como dos nossos importadores. Mas está também a tornar-se interessante para países terceiros, como forma alternativa de pagamento.

Estamos a falar da utilização dos instrumentos da A7 por países terceiros em transacções entre si?

Entre si, claro.

Ou seja, à margem dos nossos interesses?

O nosso interesse, creio, está presente, porque a solução é nossa.

Contornando os fluxos comerciais russos?

Sem dúvida. Isto está a tornar-se muito interessante para outros países enquanto instrumento de pagamento independente.

Que operações já foram realizadas?

Trabalhamos de forma bastante próxima com muitos países de África e da Ásia. Por exemplo, abrimos oficialmente um escritório da A7 na Nigéria, uma das maiores economias africanas. É um país com uma população de quase 250 milhões de pessoas. Dentro de 15 a 20 anos, prevê-se que atinja os 400 milhões. Quanto à população do continente africano no seu conjunto, espera-se que cresça para 2,5 mil milhões até 2050. É um mercado enorme, que também vive sob restrições — alguns países africanos ainda não têm bancos centrais, cerca de uma dúzia deles.

E os vossos interesses estendem-se a países sem bancos centrais?

Estendem, sim. Porque não? É interessante para nós e é interessante para esses países terem uma alternativa. Não estamos a falar de abandonar os princípios clássicos dos pagamentos. É uma combinação de soluções tradicionais e de soluções modernas, que evoluem rapidamente. Não estou de todo convencido de que as criptomoedas nos pagamentos, ou as stablecoins, sejam a entidade final.

Em que se poderão transformar, na sua opinião?

Poderão tornar-se produtos completamente diferentes, ligados aos activos digitais. Notas promissórias electrónicas, por exemplo, ou soluções tokenizadas. Pode haver várias formas de transferência de valor.

Mas a popularidade das stablecoins foi também determinada pela sua ligação ao dólar.

Claro. Mas aqui dividiria a questão em duas componentes.

A primeira é a moeda à qual a stablecoin está indexada, ou seja, a moeda face à qual mantém estabilidade. Para a stablecoin mais difundida do mundo, a USDT, emitida pela Tether, a indexação ao dólar era perfeitamente lógica. Uma parte significativa do comércio e das liquidações internacionais era feita em dólares norte-americanos, pelo que era conveniente para o mercado cotar os activos digitais nessa moeda.

A segunda componente é o que serve de lastro à stablecoin e a razão pela qual o mercado confia que pode ser trocada à taxa declarada. Hoje, a USDT tem como lastro não só numerário, mas também obrigações do Tesouro norte-americano, ouro e outros activos. Para os participantes no mercado, contudo, é mais importante manter a confiança de que 1 USDT pode ser trocado por aproximadamente 1 dólar.

É importante fazer aqui outro esclarecimento. O sistema da Tether está estruturado de tal forma que apenas um círculo restrito de participantes no mercado pode apresentar directamente USDT para resgate e receber dólares do emitente. Para a maioria dos detentores, este mecanismo é inacessível. Operam através de bolsas, casas de câmbio, corretoras, agentes de pagamento e outros intermediários.

É por isso que a confiança assenta não apenas na qualidade das reservas do emitente, mas também na existência de uma infra-estrutura de troca desenvolvida. Enquanto houver um mercado líquido onde a USDT possa ser rapidamente trocada por dólares ou outras moedas, a confiança no próprio instrumento mantém-se intacta.

Além disso, essa troca nem sempre se faz exactamente a um para um — há comissões e custos de mercado —, mas é a infra-estrutura que assegura a liquidez prática da stablecoin.

A concorrência está, por isso, a deslocar-se gradualmente dos activos digitais individuais para a infra-estrutura em que estes circulam.

É este o caminho que a A7A5 está a seguir. Não foi criada como mais um token de bolsa, mas como um elemento da infra-estrutura de liquidação da própria A7. A reacção dos reguladores internacionais é reveladora: a A7A5 já foi incluída nas listas de sanções da UE enquanto projecto de infra-estrutura autónomo. Isto confirma que a concorrência hoje não se trava apenas entre instrumentos financeiros individuais, mas entre ecossistemas de pagamento inteiros.

«A banca clássica tornou-se simplesmente mais cara e mais lenta»

Mencionou o sistema de pagamentos chinês CIPS. A A7 tem alguma interacção com essa plataforma? Ou considera-a um concorrente?

É aqui que reside a força das abordagens modernas: por um lado falamos de concorrência e, por outro, de aproveitar as oportunidades uns dos outros. A vantagem de existirem sistemas diferentes é que, quantos mais actores operarem neste mercado, mais estável o sistema se torna.

São vosso concorrente em África?

Não diria que estamos em concorrência neste momento. Os métodos de pagamento alternativos ainda não são muito expressivos em termos de volume. Existe a consciência de que estes instrumentos têm de ser criados. A concorrência surgirá a dada altura.

A minha formação é em comércio externo, mas não sou, em rigor, um especialista em pagamentos e liquidações internacionais. Estive sempre ligado ao comércio externo, isso sim; é essa a minha área. Trabalhei com produtos competitivos no mercado externo — organização de financiamento, concessão de crédito, seguros de crédito à exportação.

Nos últimos tempos, os Estados começaram a competir não apenas com bens, porque um produto tem forçosamente de ter qualidade elevada ou comparável em termos de características para o consumidor. Não importa se é um avião ou uma turbina. Os países competiam com a sua capacidade de financiamento. A OCDE definiu os quadros dentro dos quais essa concorrência era possível, por exemplo para impedir a subsidiação. Isso dava aos países uma vantagem na promoção dos seus produtos: quem oferecia empréstimos mais baratos, quem oferecia prazos mais longos, quem cobria riscos e quem prestava garantias. Nos Estados Unidos, por exemplo, o EXIM Bank concedia garantias a projectos de exportação.

O nível seguinte é que promover os próprios produtos implica também um sistema de pagamentos. Nas condições actuais, isto pode até assumir precedência — a capacidade de realizar transacções que se controlam e que se sabe não virem a ser bloqueadas. Isso pode arrastar consigo fluxos reais de mercadorias. A abordagem e toda a estrutura mudaram. Neste sentido, não falamos apenas de sistemas de pagamento a competir entre si, mas de um sistema em que os pagamentos se tornam a pedra angular de qualquer transacção de comércio externo. Há aqui dois aspectos: o primeiro é o controlo e a independência dos pagamentos, que tem que ver com segurança; o segundo é a viabilidade económica.

Em muitas áreas, a banca clássica tornou-se simplesmente mais cara e mais lenta. Isto não tem nada que ver com quaisquer restrições sancionatórias.

É mais cara para a Rússia ou para o mundo em geral?

Para o mundo. Se olharmos para os pagamentos correntes, podem demorar dias e envolver comissões significativas. É muito. Os beneficiários deste sistema não são os países que fazem o pagamento, mas os países terceiros que criaram esta infra-estrutura e que agora a usam também para justificar a componente comercial.

Voltando à questão da rentabilidade dos novos sistemas de pagamento — trata-se de um negócio absolutamente corrente e legal, no bom sentido do termo, que está a ser criado como alternativa à banca clássica.

«Que negócio aguenta tal subida de custos? É impossível»

Como, quando e em que contexto surgiu a ideia de criar a A7?

Não vou esconder que o gatilho foram as restrições com que nos deparámos em 2022. As restrições financeiras revelaram-se as mais severas de todas as limitações impostas, mesmo comparadas com as logísticas. Vivemos há muito dentro deste sistema de pagamentos e, de certo modo, continuamos a viver em condições oligopolistas, em que literalmente uns poucos actores ditam os preços e todas as restantes condições.

Refere-se a bancos norte-americanos?

São especificamente os maiores bancos norte-americanos que desenvolveram este sistema ao longo das últimas décadas. Construíram um sistema claro e transparente, mas que é também um negócio enorme. Depois deparámo-nos com o facto de poder ser um instrumento de pressão e influência política. Isso tornou-se evidente. Outros países estão interessados em alternativas porque precisam de instrumentos fiáveis para pagamentos transfronteiriços. Para esses Estados, não é apenas uma questão de viabilidade económica, mas também de segurança.

Estas mudanças levaram o PSB a criar o sistema A7. O objectivo era formar a nossa própria infra-estrutura de pagamentos, capaz de realizar operações internacionais de forma independente das restrições externas.

Depois de impostas as sanções aos maiores bancos em 2022, surgiram muitos agentes de pagamento.

Tornou-se um grande mercado de agentes, incluindo agentes cinzentos, não regulados e que não pagavam impostos. Mas resolviam problemas de curto prazo — onde há procura, há oferta. As comissões de pagamento chegaram nessa altura aos 5%–6% e, nalguns casos, aos 7% do valor da transacção. Que negócio aguenta tal subida de custos? É impossível.

Porque é que isto aconteceu? Porque alguns agentes, que lidavam directamente com os clientes, transferiam o risco da transacção para outros agentes, e estes para mais agentes ainda, e assim sucessivamente. Foi daí que vieram custos tão elevados. Havia ainda o risco de o pagamento simplesmente não se concretizar, dado o número de intermediários.

Hoje a procura é diferente: as empresas precisam de prazos, taxas de comissão claras, documentação, um itinerário, liquidez cambial e enquadramento legal. Uma empresa grande ou média precisa de compatibilizar a sua contabilidade, os impostos e as explicações para o banco, os auditores e os reguladores.

A A7 está a matar o negócio dos agentes de pagamento?

A A7 tem a sua própria infra-estrutura a nível mundial — descentralizada e distribuída, que inclui elementos tanto da banca tradicional como de soluções digitais, bem como tudo o que se relaciona com a corretagem, o câmbio e assim por diante.

Foi preciso pouco tempo para criar esta infra-estrutura. No fundo, ela já existia?

Os seus elementos existiam; nós limitámo-nos a reuni-los.

Como funciona? Como asseguram liquidez em moedas diferentes, dada a geografia que anunciam?

Se falarmos do enquadramento legal de todo o processo, na realidade não há violação de sanções, porque aqui não existe um pagamento transfronteiriço. É precisamente isso que está sujeito a restrições. Existem pools de liquidez distribuídos, espalhados pelo mundo em várias moedas. Se tomarmos a jurisdição de cada país onde operamos, dentro dela isto é um negócio absolutamente normal e corrente, que cumpre toda a regulamentação desse país.

Como atraem liquidez? É uma dimensão colossal.

Várias fontes, incluindo fundos captados junto de grandes empresas e de investidores privados. É um negócio corrente — um processo vantajoso para todos os participantes. Não tem nada de único.

Isso é liquidado por netting?

Não é bem netting; é mais uma questão de gestão de liquidez. Portanto, não é clearing puro.

«Não é assustador cair sob sanções; assustador é não conseguir depois executar o vosso mecanismo de liquidação»

Pode explicar como é que isto funciona?

Quando a A7 começou a operar, definimos como objectivo e tarefa principal não termos medo de cair sob sanções. Não nos escondemos e, nesse aspecto, fomos distinguidos. O Financial Times, percebendo rapidamente o que estava em causa, escreveu sobre a A7, classificando-a como um bom instrumento de trabalho para liquidações. Mas apresentou-a no seu próprio enquadramento, como forma de contornar sanções.

Nós vemos a questão de forma mais ampla: não é assustador cair sob sanções; assustador é não ter capacidade de executar o vosso mecanismo de liquidação depois de cair sob sanções. O sistema está concebido de tal modo que, mesmo depois de sancionada repetidamente, sob várias formas e tipos, a empresa continuou a sua actividade de processamento de pagamentos para os nossos clientes. Esta resiliência no funcionamento do sistema é importante, porque não existem apenas transacções pontuais para grandes exportadores ou outros actores de muito grande dimensão, em que cada pagamento é feito à medida. A A7 é uma plataforma de mercado que realiza actualmente até 2000 pagamentos por dia.

De níveis diferentes?

De níveis diferentes. Dois mil pagamentos sugerem automaticamente que se trata tanto de empresas de média dimensão como de pequenos negócios.

Não se trata de fraccionar grandes operações em operações mais pequenas?

Certamente que não. Temos 15 000 empresas como clientes regulares dos produtos A7. É bastante, e representa empresas de vários níveis.

Qual é a mais pequena?

Há microempresas e particulares.

Os particulares também têm interesse?

A vida continua. As pessoas viajam de férias, as pessoas recebem tratamento médico, as pessoas pagam educação. E o sistema permite isso. É um mecanismo funcional. O objectivo da nossa actividade não é criar uma solução à medida para um cliente específico, embora isso também seja possível. É um sistema que responde aos interesses de qualquer nível, desde grandes exportadores até soluções para particulares que precisam de fazer pagamentos para necessidades pessoais.

Referiu que o mercado dos agentes de pagamento recorria a esquemas cinzentos e não pagava impostos. Quanto pagaram em impostos?

Somos a primeira empresa de agenciamento a operar neste sector — a primeira empresa residente deste sector, uma empresa com relato completo e transparente no quadro russo. Nessa base, pagámos 25,5 mil milhões de rublos em impostos desde que iniciámos actividade.

Sobre o que incidem esses impostos?

Sobre a comissão. É essa a nossa receita. A nossa comissão é de 0,3% acrescida de IVA. É uma comissão conhecida e é justa, sem quaisquer margens adicionais.

Como é que isso se consegue?

Esta comissão é possível porque não revendemos nem compramos serviços a mais ninguém. Isso é muito importante. Controlamos toda a cadeia, o que nos permite gerir os custos.

Foi necessário um investimento avultado para criar esta cadeia de raiz?

Não. Foi necessário criar um sistema de gestão adequado e abordagens de base — o nosso próprio compliance, gestão de risco, um sistema de «conheça o seu cliente», uma estrutura de gestão descentralizada. Uma empresa de liquidação não exige nenhuma mega-infra-estrutura em termos de investimento.

Uma infra-estrutura própria não é um banco, uma rota e um país. É uma rede distribuída de centros de liquidação, instituições financeiras parceiras e estruturas comerciais e jurídicas que operam ao abrigo da legislação local.

O investimento já se pagou?

Não posso dizer que tudo já se tenha pago, porque o sistema ainda está em desenvolvimento. Para nós, a questão mais importante é o acesso à liquidez. É a parte mais difícil, porque a liquidez é o factor decisivo. E este negócio exige um sistema de gestão de liquidez. Esse é provavelmente o principal activo.

Como resolvem esse problema?

Há vários instrumentos para captar passivos, tanto junto de grandes empresas como de investidores privados. Não vendemos isto como um produto público. Mas é um regime de investimento corrente.

«Admitamos que 90% do mundo fica sob sanções e 10% não. O que acontecerá, não sei»

Na lista da A7, os pagamentos chegam a toda a Europa. O último pacote de sanções da União Europeia impôs sanções sectoriais aos serviços russos de criptomoedas, com a expectativa de um mega-compliance por parte de quaisquer agentes europeus. Há consequências para a A7?

Isso não afectou minimamente o nosso negócio. É essa a resposta curta.

Nunca estivemos, sublinho, nunca estivemos numa situação em que não pudéssemos cumprir as nossas obrigações para com os clientes por causa de qualquer tipo de sanções. Isso decorre da distribuição da nossa infra-estrutura e da capacidade de usar instrumentos combinados consoante a tarefa.

A ameaça constante do novo pacote da UE de estender essa abordagem a países terceiros também não assusta?

É uma questão complicada. O tema das sanções secundárias é, em geral, mais vasto do que o negócio da A7. Admitamos que 90% do mundo fica sob sanções e 10% não. O que acontecerá então, não sei. Simplesmente não percebo como é que isso funcionaria. Teoricamente, tudo é possível.

As contrapartes em países terceiros, consoante os seus interesses, podem começar a escolher o que lhes for mais conveniente.

Podem, mas os representantes de muitos países não são movidos apenas pelo receio de «violar» — coloco a palavra entre aspas — algumas sanções, ou de cair sob sanções secundárias; são movidos também pelos interesses dos seus países e das suas empresas, e pela possibilidade de realizar transacções e de dispor de sistemas alternativos aos dois ou três existentes.

É uma questão complexa com que o Sul Global se depara. Falando com muitos parceiros, posso dizer com segurança que é de facto um tema premente. Isso inclui África, a América Latina e determinados países asiáticos. Cada país tem os seus interesses e as suas tarefas. Todos perceberam que o tema dos pagamentos é um estrangulamento que a qualquer momento pode tornar-se um sério constrangimento à realização de pagamentos comerciais. É um facto.

Referiu que a A7 continua a desenvolver-se, que o mercado está a mudar e que também precisa de mudar. A legislação está a acompanhar esse desenvolvimento?

Não associaria a A7 ao desenvolvimento da legislação. A A7 definitivamente não quer nem vai correr à frente do comboio, à frente da legislação. Não é esse o nosso método. A A7 opera dentro do quadro legal dos países onde trabalha, incluindo a Rússia. Quanto ao mercado, a legislação está a avançar. Não há necessidade de soluções imediatas.

Os vários países estão em fases diferentes do desenvolvimento da sua legislação. Há países como El Salvador, que foi o primeiro a adoptar uma legislação sobre criptomoedas maximamente livre. A Bielorrússia é também um excelente exemplo, com legislação muito interessante. Foi um dos primeiros países da região a estabelecer um quadro legal específico para activos digitais. A União Europeia, pelo contrário, seguiu o caminho de uma regulação abrangente através do regulamento único MiCA, já em vigor em todo o espaço comunitário. Ao mesmo tempo, os Países Baixos são considerados uma das jurisdições cripto mais desenvolvidas da União Europeia, graças à abordagem consistente dos seus reguladores e a um ambiente favorável ao desenvolvimento da fintech e dos activos digitais.

Há também outros exemplos interessantes. Os Emirados Árabes Unidos criaram, na prática, um sistema regulatório separado para os activos virtuais: no Dubai existe um regulador especializado, a VARA, dedicado exclusivamente a este mercado. E em Abu Dhabi há um regime jurídico específico para empresas que trabalham com activos digitais. É um caso raro de um regulador construído de raiz para um mercado. Hong Kong está a desenvolver o seu próprio modelo através do licenciamento de prestadores de serviços de activos virtuais e, desde Agosto do ano passado, adoptou regulamentação separada para as stablecoins. Singapura continua a ser uma das jurisdições mais maduras, com uma regulação assente no licenciamento dos participantes no mercado, na gestão de risco e na protecção do utilizador.

Creio que também nós estamos a seguir a direcção certa. Dada a escala da nossa economia, isto está a ser feito gradualmente. A lei sobre moeda digital e direitos digitais, aprovada pela Duma Estatal em segunda e terceira leituras, considero-a um passo importante. Isto é progresso. Sou a favor da regulação tanto dos agentes como do mercado das criptomoedas.

Têm planos relacionados com essa regulação? Ou não vos afecta?

De maneira nenhuma posso dizer isso. Considero que toda a nossa cadeia tem de funcionar de forma eficaz — o percurso de pagamento combinado tem de ser eficiente e cómodo em cada etapa. No que toca à regulação russa, temos de dispor das soluções mais avançadas dentro desse quadro. E isso aplica-se a toda a cadeia.

Olhamos para outros mercados para perceber como é que os elementos da nossa cadeia de pagamentos podem ser executados em vários países. Acompanhamos, por isso, todas as tendências a nível mundial, seguindo as soluções que os diferentes países oferecem. Mas não reduzimos isto apenas às soluções cripto. Olhamos para várias alternativas à banca tradicional. Existem muitas soluções desse tipo, e a nossa tarefa é não perder essas tendências, para podermos tornar-nos um verdadeiro concorrente global para países terceiros. A A7 é precisamente uma forma de ocupar uma posição em que a Rússia pode ser fornecedora desta nova infra-estrutura em vez de ficar para trás.

Que quota deste mercado se pode esperar com o sistema em que estão actualmente a trabalhar?

Refere-se ao mercado global? É uma boa pergunta. A única coisa em que não pensei foi nisso. Não quero fazer uma estimativa às cegas. Vamos aos números. A capitalização total de todas as stablecoins está estimada em cerca de 312 mil milhões de dólares. Cerca de 99% disso está ligado a instrumentos denominados em dólares. Apenas 1% corresponde a outras moedas e, dentro dessa percentagem, somos os maiores, com a A7A5 a apresentar uma capitalização de cerca de 570 milhões de dólares. A seguir a nós está a stablecoin europeia indexada ao euro, avaliada em 440 milhões. Em terceiro lugar estão os brasileiros, com uma distância significativa, nos 52 milhões.

Se não ligarmos isto de forma linear à A7A5, que é apenas um dos produtos, então penso que uma meta de 10% do mercado é bastante substancial. Se for definido um objectivo tão ambicioso, isso significaria não apenas transaccionar dentro da Rússia, mas utilizar mecanismos de pagamento no comércio internacional.

E qual é o horizonte temporal?

Depende da resistência de quem detém actualmente 99% do mercado.

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/a-tarefa-do-estado-tem-de-ser-economicamente-viavel-mozflash24h/feed/ 0
Chapo no lançamento do livro sobre trajectória e desafios da Presidência – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/chapo-no-lancamento-do-livro-sobre-trajectoria-e-desafios-da-presidencia-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/chapo-no-lancamento-do-livro-sobre-trajectoria-e-desafios-da-presidencia-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:10:41 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/chapo-no-lancamento-do-livro-sobre-trajectoria-e-desafios-da-presidencia-mozflash24h/

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa, hoje, no Cinema Montalto, na cidade de Chimoio, província de Manica, no lançamento do livro “Daniel Francisco Chapo: A Vantagem e os Desafios de um Presidente Jovem”, da autoria de Lourenço Lindonde, secretário de Estado na província de Manica.
A obra aborda a trajectória e os desafios associados à liderança de Daniel Chapo, num contexto marcado pela participação de uma nova geração nos processos de governação e na construção do futuro de Moçambique.
Segundo o comunicado na posse do “Notícias”, o lançamento do livro reunirá diversas individualidades, membros do Governo, representantes de instituições públicas e privadas, académicos, escritores, estudantes e outros convidados.
“A participação do Chefe do Estado no evento enquadra-se na valorização da produção intelectual e literária, bem como na promoção do debate e da reflexão sobre temas de interesse nacional”, destaca a nota.

Leia mais…

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/chapo-no-lancamento-do-livro-sobre-trajectoria-e-desafios-da-presidencia-mozflash24h/feed/ 0
INSS reforça mecanismos de contratação pública – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/inss-reforca-mecanismos-de-contratacao-publica-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/inss-reforca-mecanismos-de-contratacao-publica-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:10:07 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/inss-reforca-mecanismos-de-contratacao-publica-mozflash24h/




INSS reforça mecanismos de contratação pública





INSS reforça mecanismos de contratação pública

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) deu início, esta segunda-feira, no distrito de Marracuene, província de Maputo, a uma acção de capacitação em matéria de contratação pública dirigida a 29 funcionários dos serviços centrais e das delegações provinciais afectos às Unidades Gestoras e Executoras das Aquisições (UGEA).

Na abertura do encontro, que decorre até sexta-feira (28), o director do Seguro Social do INSS, Daniel Simbanai, em representação da direcção-geral, sublinhou a relevância do curso para a harmonização de procedimentos e para o cumprimento rigoroso das normas éticas e legais na gestão dos recursos públicos.

O programa de formação incide sobre o Decreto n.º 46/2026, que altera o regulamento das empreitadas, fornecimento de bens e serviços ao estado, abordando temas como o ajuste directo, o papel do Ministério Público, a fiscalização prévia e os mecanismos anti-corrupção. A capacitação é orientada por peritos do Ministério Público, da Unidade Funcional de Supervisão das Aquisições (UFSA), do Tribunal Administrativo e do Gabinete Central de Combate à Corrupção.

 

(Foto DR)

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/inss-reforca-mecanismos-de-contratacao-publica-mozflash24h/feed/ 0
Receitas da Kenmare caem 11% para 149,1 milhões de dólares – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/receitas-da-kenmare-caem-11-para-1491-milhoes-de-dolares-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/receitas-da-kenmare-caem-11-para-1491-milhoes-de-dolares-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:06:22 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/receitas-da-kenmare-caem-11-para-1491-milhoes-de-dolares-mozflash24h/

A mineradora irlandesa Kenmare Resources, que tem vindo a explorar as areias minerais pesadas nos distritos de Moma e Larde, na província de Nampula, no norte de Moçambique, anunciou que as receitas, nos últimos meses, registaram uma queda de 11%, o que corresponde a 149,1 milhões de dólares.

As areias minerais pesadas são utilizadas na produção de minérios de titânio, como a ilmenita, que constituem as matérias-primas utilizadas em tintas, papel, plásticos, azulejos cerâmicos e outros produtos.

Em comunicado citado pela AIM, a empresa explica que registou 167,7 milhões de dólares no período homólogo de 2025. De acordo com o documento, verificou-se um prejuízo ajustado após impostos de 34,1 milhões, em comparação com um lucro ajustado após impostos de 6,1 milhões no período homólogo do ano passado. Os custos operacionais totais aumentaram 16%, passando de 150,5 milhões para 174,7 milhões de dólares.

O director-geral da Kenmare, Tom Hickey, citado no documento, afirmou que, embora o preço médio obtido pelos seus produtos tenha diminuído no primeiro semestre de 2026, “a procura pelos produtos da Kenmare mantém-se estável, com uma carteira de encomendas sólida para o terceiro trimestre do ano”.

“As condições de mercado desfavoráveis para os nossos produtos, aliadas ao arranque da Unidade de Concentração a Molhado (WCP) A, que se revelou mais lento do que o esperado, continuaram a afetar o desempenho financeiro da Kenmare no primeiro semestre de 2026. No entanto, com o fortalecimento do mercado do zircónio e as despesas de capital para o projeto de modernização da WCP A agora substancialmente concluídas, as perspectivas melhoraram ligeiramente”, afirmou Hickey.

Hickey referiu ainda que, à medida que a empresa avança no terceiro trimestre, continua no bom caminho para atingir a sua previsão de expedições para 2026, que constitui o seu principal indicador para o ano. “Esperamos atingir as nossas previsões anuais de custos operacionais e de capital, embora a produção de ilmenita mais fraca do que o esperado no primeiro semestre nos tenha levado a moderar a nossa previsão para 2026 para aproximadamente 800 000 toneladas, em vez das mais de 800 000 toneladas previstas anteriormente”, afirmou.

“Felizmente, a produção melhorou em Julho e no início de agosto, devido ao forte desempenho da WCP B e ao progresso constante na WCP A”, acrescentou.

Segundo o director-geral, a empresa continuou a manter um diálogo construtivo com o Governo moçambicano relativamente ao Acordo de Implementação de Moma durante o primeiro semestre do ano, tendo-se registado progressos significativos nas últimas semanas em questões fundamentais.

“A produção de Concentrado de Minerais Pesados (HMC) da Kenmare nos primeiros seis meses do ano diminuiu 34%, para 442 200 toneladas, principalmente devido a uma diminuição de 26 por cento nos teores do minério, tal como previsto.”

“Isto reflectiu, em grande parte, o facto de a Unidade de Concentração a Úmido (WCP) A estar a aproximar-se do fim do seu ciclo de exploração na mina de Namalope. A produção total de produtos acabados diminuiu 14%, para 430 100 toneladas, devido ao menor volume de HMC processado, resultante da diminuição da produção de HMC”, lê-se na nota.

Entretanto, os embarques totais aumentaram 14%, para 555 600 toneladas, devido à redução dos stocks de produtos acabados e ao desempenho consistente no transbordo.

 

(Foto DR)

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/receitas-da-kenmare-caem-11-para-1491-milhoes-de-dolares-mozflash24h/feed/ 0
Governo aprova regulamento de operacionalização do Banco de Desenvolvimento – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/governo-aprova-regulamento-de-operacionalizacao-do-banco-de-desenvolvimento-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/governo-aprova-regulamento-de-operacionalizacao-do-banco-de-desenvolvimento-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:05:43 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/governo-aprova-regulamento-de-operacionalizacao-do-banco-de-desenvolvimento-mozflash24h/




Governo aprova regulamento de operacionalização do Banco de Desenvolvimento





Governo aprova regulamento de operacionalização do Banco de Desenvolvimento

O Governo aprovou, esta terça-feira (25), o regulamento que estabelece as regras de organização e funcionamento do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), dando mais um passo para a operacionalização da instituição criada pela Lei n.º 17/2026, de 15 de Junho.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, tendo explicado que o regulamento define as normas de organização e funcionamento do BDM, bem como as competências dos seus órgãos sociais, designadamente a Assembleia Geral, o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e os comités especializados.

A criação do BDM enquadra-se nos esforços do Governo para reforçar os mecanismos de financiamento ao desenvolvimento económico do País, criando instrumentos capazes de apoiar projectos e sectores considerados estratégicos para o crescimento nacional.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros apreciou igualmente a informação sobre a implementação do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FIDEL), que já conta com uma dotação de 824,6 milhões de meticais para intervenções em todo o território nacional.

O fundo constitui um dos instrumentos de apoio ao desenvolvimento económico local, procurando ampliar as oportunidades de investimento e dinamizar actividades produtivas nas comunidades.

 

(Foto DR)

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/governo-aprova-regulamento-de-operacionalizacao-do-banco-de-desenvolvimento-mozflash24h/feed/ 0
Moçambique projecta nova fronteira com Zimbabué para melhorar a circulação de mercadorias – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/mocambique-projecta-nova-fronteira-com-zimbabue-para-melhorar-a-circulacao-de-mercadorias-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/mocambique-projecta-nova-fronteira-com-zimbabue-para-melhorar-a-circulacao-de-mercadorias-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:04:27 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/mocambique-projecta-nova-fronteira-com-zimbabue-para-melhorar-a-circulacao-de-mercadorias-mozflash24h/




Moçambique projecta nova fronteira com Zimbabué para melhorar a circulação de mercadorias





Moçambique projecta nova fronteira com Zimbabué para melhorar a circulação de mercadorias

O Governo prevê ampliar o Terminal Internacional Rodoviário de Machipanda, na fronteira entre Moçambique e Zimbabué, com vista a facilitar a circulação de pessoas e bens e melhorar as condições de funcionamento dos serviços fronteiriços.

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Salimo Valá, que falava esta terça-feira, em Chimoio, província de Manica, após uma sessão ordinária, a nova infra-estrutura de fronteira de Paragem Única de Machipanda vai incluir a construção de uma nova fronteira turística de raiz, com capacidade para acolher os serviços dos diferentes intervenientes no processo migratório, além de casas para acomodar funcionários públicos afectos aos serviços fronteiriços.

O governante explicou igualmente que a intervenção contempla ainda o aumento das faixas de rodagem da estrada e a construção de uma nova ponte sobre o rio Machipanda.

Salimo Valá explicou que a concessão deverá contribuir para descongestionar a zona fronteiriça e melhorar os serviços prestados aos cidadãos dos dois países. “Esta concessão vai trazer um valor agregado àquilo que é a situação actual, vai descongestionar, mas também vai permitir melhorar os serviços que são prestados em benefício dos cidadãos dos dois países que usam as fronteiras”, afirmou.

 

(Foto DR)

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/mocambique-projecta-nova-fronteira-com-zimbabue-para-melhorar-a-circulacao-de-mercadorias-mozflash24h/feed/ 0
Banco de Desenvolvimento tem respectivo regulamento – MozFlash24H https://atualizacao24h.com/2026/08/30/banco-de-desenvolvimento-tem-respectivo-regulamento-mozflash24h/ https://atualizacao24h.com/2026/08/30/banco-de-desenvolvimento-tem-respectivo-regulamento-mozflash24h/#respond Sun, 30 Aug 2026 17:00:46 +0000 https://atualizacao24h.com/2026/08/30/banco-de-desenvolvimento-tem-respectivo-regulamento-mozflash24h/

O Conselho de Ministros aprovou ontem, no Chimoio, província de Manica, o Regulamento da Lei do Banco de Desenvolvimento, instrumento necessário para definir em maior detalhe o funcionamento da instituição.

Trata-se de um passo determinante para que a instituição comece efectivamente a operar, devendo, para tal, ser aprovado o capital social e serem nomeados os respectivos órgãos sociais.

O porta-voz da 25.ª Sessão do Conselho de Ministros, Salim Valá, explicou que o banco visa colmatar lacunas no acesso a financiamento, sobretudo para projectos estruturantes, conectados com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044.
“Refiro-me a grandes infra-estruturas económicas que apoiam a melhoria do ambiente de negócios. Por exemplo, projectos que contribuirão para revitalizar a economia nas zonas rurais ou que permitam que as pequenas e médias empresas aproveitem as oportunidades económicas e financeiras, através de uma instituição desta natureza”, disse.

Salim Valá explicou que o Banco de Desenvolvimento não vai concorrer com bancos comerciais, em particular, porque vem preencher uma lacuna da ausência de uma instituição que olhe para os vectores importantes de desenvolvimento.

Leia mais…

Source

]]>
https://atualizacao24h.com/2026/08/30/banco-de-desenvolvimento-tem-respectivo-regulamento-mozflash24h/feed/ 0