O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) revelou, hoje, que as cheias e inundações no país já deixaram submersos mais de 700 hectares de produção de sementes.
A instituição prevê défices de sementes certificadas da cultura de arroz (-797.500 toneladas); milho (-7.500 toneladas); e feijões (-2940 toneladas), para cobrir as necessidades da segunda fase da campanha agrária 2025/2026.
Uma nota da instituição avança que foi na província de Gaza onde se registaram maiores perdas, sendo 290 hectares em Xai-xai e 270 em Chókwè. As culturas prejudicadas foram as de arroz, milho e feijões.
Os dados foram avançados hoje durante um encontro entre o Ministério e Produtores de Sementes que visava delinear estratégias para assegurar a disponibilidade de sementes certificadas no âmbito da recuperação pós-cheias e para a segunda época da campanha agrária 2025/2026.
Foi calculado que para a recuperação das áreas perdidas sejam necessárias 49 toneladas de sementes básicas de arroz, para produzir 2.500 toneladas de sementes certificadas; cinco toneladas de sementes básicas de milho, para produzir 800 toneladas de sementes certificadas; e duas toneladas de sementes básicas de feijões, para produzir 60 toneladas de sementes certificadas.
Para a segunda época da campanha agrícola 2025/2026 são necessárias 800 mil toneladas de sementes certificadas de arroz; 15 mil toneladas de sementes certificadas de milho, e três mil toneladas de sementes certificadas de feijões.
No entanto, o Presidente da Associação de Produtores de Sementes, Marcelino Botão, disse que o stock disponível é de 2.300 toneladas de semente certificada de milho; 45 toneladas de semente certificada de arroz; 650 toneladas de feijão-nhemba; 270 toneladas de feijão vulgar; e quatro toneladas de sementes de hortícolas.
A maioria das empresas ainda se encontra na fase de planificação, não dispondo de stock completo, sendo os dados referentes sobretudo às províncias de Gaza, Manica, Sofala e Nampula, disse.