O partido ANAMOLA denunciou a existência de um clima de insegurança e medo entre os seus militantes na província da Zambézia, alegando que vários membros estão a ser alvo de perseguição política e assassinatos selectivos. A formação política afirma que a situação tem obrigado simpatizantes a abandonar as suas residências e a viver em fuga para preservar a própria vida.
Segundo informações avançadas pela Six TV, a denúncia foi tornada pública pela liderança provincial do ANAMOLA, que aponta vários distritos da Zambézia como focos de tensão, com destaque para o distrito de Namacurra, onde se terá registado o caso mais recente considerado preocupante pelo partido.
Jonathan Sulemane, mobilizador provincial do ANAMOLA, afirmou que muitos militantes se encontram actualmente na clandestinidade ou refugiados em zonas afastadas das suas áreas de residência habitual, temendo represálias motivadas pela sua filiação política. De acordo com o dirigente, o ambiente vivido é de “pânico constante” e de ausência de garantias de segurança.
O partido considera que os alegados episódios configuram uma violação grave dos direitos humanos e um atentado aos princípios do Estado de Direito Democrático, defendendo a necessidade urgente de uma investigação séria, imparcial e transparente por parte das autoridades competentes.
Contactada sobre as acusações, a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia adoptou uma posição cautelosa. A porta-voz da corporação, Belarmina Henriques, afirmou que a instituição está a acompanhar a situação, sublinhando, no entanto, que ainda é prematuro avançar com conclusões ou informações detalhadas sobre os casos denunciados.
Enquanto aguarda desenvolvimentos, o ANAMOLA apela à protecção imediata dos seus membros e simpatizantes, defendendo que a salvaguarda da vida humana e do pluralismo político deve prevalecer, como condição essencial para a manutenção da paz e da convivência democrática em Moçambique.