“Luísa Diogo marca a história de Moçambique”, diz PR

O Presidente da República, Daniel Chapo, considera que a antiga Primeira-Ministra, Luísa Diogo, dedicou a sua vida ao país e que a sua trajectória fica registada na história de Moçambique pelas suas competências e dedicação.

O Chefe do Estado falava há instantes no seu elogio fúnebre por ocasião do funeral oficial de Luísa Diogo, falecida sexta-feira em Portugal.

“Este é um momento em que nos despedimos de uma mulher, cuja vida foi, principalmente – serviço, foi Estado, foi História e foi Testemunho”, disse Daniel Chapo, na presença dos antigos chefes do Estados, Filipe Nyusi, Armando Guebuza e Joaquim Chissano.

No seu discurso, o Chefe do Estado descreveu Luísa Diogo como uma referência nacional, continental e mundial, sublinhando que a sua partida representa “uma ferida na memória colectiva” e um silêncio que ecoa no coração do povo moçambicano.

“Hoje não as famílias Diogo e Silva que Choram. “É todo Moçambique que derrama lágrimas, porque partiu uma das suas filhas mais dedicadas”, afirmou.

Daniel Chapo destacou o percurso de Luísa Diogo desde o nascimento numa machamba de arroz, na zona rural de Tete, até ao mais alto cargo governativo, sublinhando que a sua história prova que o mérito, a competência e a dedicação podem transformar destinos e inspirar gerações.

O Presidente recordou a sólida formação académica da estadista, o seu percurso exemplar no Ministério das Finanças, o papel central nas reformas económicas do país e a liderança nas negociações internacionais para o alívio da dívida.

Destacou ainda o facto de Luísa Diogo ter sido a primeira mulher a assumir o cargo de Primeira-Ministra da República de Moçambique, exercendo a função com serenidade, firmeza e sentido de Estado.

Durante o mandato governativo e após deixar o cargo, Luísa Diogo manteve-se activa na vida pública, no Parlamento, em organismos internacionais e na promoção da igualdade de género e do empoderamento das mulheres, sendo reconhecida por instituições como a Forbes, a Time Magazine, o Banco Mundial e as Nações Unidas.

Dirigindo-se à família enlutada, o Presidente garantiu que o Estado e o povo moçambicano partilham a dor da perda, sublinhando que a obra, o exemplo e os valores de Luísa Diogo permanecem vivos nas instituições, nas mulheres que inspirou e na história do país.

“Luísa vive na história e na consciência de Moçambique”, concluiu Daniel Chapo, rendendo homenagem a uma vida marcada pelo serviço, pela integridade e pela entrega total à nação.

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