A Administração Nacional de Estradas (ANE), na província de Gaza, diz ser ainda prematuro aferir categoricamente os impactos ao longo da via, mas afirma que os troços da zona norte da província estão degradados.
Segundo a ANE, a situação das estradas na província de Gaza é preocupante, numa altura em que as águas das chuvas continuam a fazer estragos nas infra-estruturas. A Estrada Nacional Número 1 (N1) está dividida na zona de Incoluane, mas há muitos outros troços em condições deploráveis neste momento.
No troço entre a ponte de Angolazane e a ponte sobre o rio Limpopo, a N1 apresenta, a priori, condições razoáveis de circulação, apesar da apresentação de alguns pontos irregulares.
Situação diferente regista-se no troço entre Incoluane e 3 de Fevereiro, onde o cenário é dramático e crítico. No referido corredor estima-se que mais de cinco quilómetros encontram-se alagados e degradados, comprometendo a mobilidade e colocando em risco a circulação rodoviária.
Segundo o delegado da ANE em Gaza, Jeremias Mazoio, a situação das vias pode ser pior do que se pode ver ou imaginar. “A estradas que neste momento estão cortadas e que a transitabilidade não é possível, nomeadamente a N221, entre Chibuto e Guijá, onde encontramos alguns cortes na zona de Guele-Guele, e também de Guijá para Mabalane, onde temos cortes logo depois da vila de Guijá, há cortes na baixa de Incoluane, e também na zona de Niza, há 20 quilómetros antes da viola de Mabalane, entre outras vias”, disse Jeremias Mazoio, citado numa publicação do Jornal “O País”.
A fonte explicou que quase todas as estradas da zona norte de Gaza foram afectadas, o que dificulta qualquer mobilidade em terra neste momento, até porque “não é possível chegar a Massangena, num cenário que se repete na estrada Muambe a Mackenzie e na estrada Ndonga a Ndindiza”, realçando que todos os distritos da zona norte da província de Gaza tem transitabilidade difícil ou quase impossível, recomendado a monitoria e que as populações fiquem atentas as actualizações, para evitar danos para as pessoas.
Entretanto, segundo a ANE, neste momento já é possível chegar a Macia seguindo a Estrada Nacional 101 que liga Macia e Chókwè.
“Há algumas que é possível transitar, com destaque para N101, que sai da vila da Macia até Chókwè, que já esteve intransitável porque esteve submersa, sendo uma via que pode ser usada para chegar a Macarretane e Massingir”, disse Jeremias Mazoio.
As estradas não são as únicas vítimas das cheias em Gaza, infra estruturas do Estado e privados encontram-se submersas ou severamente afectadas.
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