A Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) negaram, esta quinta-feira, 22 de janeiro, a existência de um cerco às instalações do Comando Provincial da PRM-Maputo, esclarecendo que a actuação das duas instituições decorreu no âmbito da cooperação institucional para a execução de mandados de captura emitidos pelo Tribunal Judicial da Província de Maputo.
Num comunicado de imprensa conjunto, tornado público em Maputo, as duas instituições explicam que o SERNIC informou previamente o Comando-Geral da PRM sobre a intenção de executar mandados de captura contra alguns agentes da PRM, suspeitos da prática de um crime, cujo processo se encontra em tramitação legal na Direcção Provincial do SERNIC de Maputo.
Segundo o documento, após a verificação e confirmação da existência dos referidos mandados, a PRM manifestou total disponibilidade para colaborar na sua execução, reiterando o seu compromisso com a obediência à lei, ao Estado de Direito e ao respeito pelas instituições judiciais.
O comunicado esclarece ainda que não houve qualquer cerco às instalações do Comando Provincial da PRM-Maputo por parte do SERNIC, nem qualquer tentativa de protecção dos agentes visados, contrariando informações que circularam em alguns órgãos de comunicação social.
“As informações postas a circular não correspondem à verdade”, refere o comunicado, sublinhando que a actuação das forças envolvidas decorreu de forma coordenada e institucional.
A PRM e o SERNIC reafirmam, no mesmo documento, o compromisso mútuo com o trabalho conjunto e coordenado no combate à criminalidade, a garantia da segurança pública e o respeito pela legalidade.
O comunicado surge na sequência de relatos de tensão policial registados nas últimas horas na capital do país.