Atraso salarial força encerramento do edifício do Município de Angoche

Os funcionários do Conselho Municipal da Cidade de Angoche, em Nampula, encerraram o edifício onde funciona a edilidade desde a madrugada desta quinta-feira (22), em protesto contra o atraso no pagamento de salários e outros direitos laborais, situação que resultou na paralisação total dos serviços municipais.

De acordo com uma comunicação afixada nas imediações do edifício municipal, os trabalhadores reivindicam o pagamento de seis meses de salários em atraso, três meses retroactivos e o 13.º salário referente ao exercício de 2024/2025, valores que, segundo afirmam, permanecem por regularizar apesar de várias promessas de resolução por parte da edilidade.

No documento citado pelo Jornal Rigor, os funcionários declaram encerrados todos os serviços do Conselho Municipal da Cidade de Angoche, medida que afecta directamente o normal funcionamento da cidade e a prestação de serviços administrativos à população.

Entre os serviços paralisados constam a cobrança de taxas municipais, incluindo a emissão de senhas nos mercados, licenças anuais, taxas de áreas e de pedras, cobranças nas zonas das Acácias e Km 13, serviços de carregamento e descarregamento, bem como a cobrança do imposto pessoal. A paralisação abrange igualmente a suspensão da fiscalização por parte da Polícia Municipal, o que poderá comprometer a organização e a disciplina nos espaços públicos.

Os trabalhadores afirmam que a decisão resulta do esgotamento de várias tentativas de diálogo com a edilidade, sublinhando que o prolongado atraso salarial tem vindo a afectar seriamente a subsistência das suas famílias e a sua estabilidade social.

A greve deverá manter-se por tempo indeterminado, até que as reivindicações sejam satisfeitas e a situação salarial totalmente regularizada.

Até ao momento, a edilidade de Angoche ainda não reagiu oficialmente ao encerramento do edifício e à paralisação dos serviços.

 

(Foto DR)

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