FUNDEC discute com a Embaixada dos Estados Unidos novas oportunidades de negócio para Moçambique

FUNDEC discute com a Embaixada dos Estados Unidos novas oportunidades de negócio para Moçambique

A Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) quer assumir um papel central na aproximação entre investidores norte-americanos e oportunidades de negócio em Moçambique, posicionando-se como uma plataforma de ligação entre o capital estrangeiro, o sector privado nacional e os sectores considerados estratégicos para a diversificação da economia.

A pretensão foi avançada após um encontro realizado esta quarta-feira (05) entre a FUNDEC e uma delegação da Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, liderada pelo Vice-Encarregado de Negócios, Rami Sayed, no qual a instituição apresentou as suas perspectivas económicas para 2026 e identificou áreas com potencial para atrair investimento norte-americano.

Na ocasião, o economista-chefe da FUNDEC, Clésio Foia explicou que a organização apresentou à delegação americana uma leitura do ambiente económico e empresarial do País, acompanhada por oportunidades concretas de investimento em sectores que podem acelerar a transformação estrutural da economia moçambicana.

“Aquilo que trouxemos aqui foram oportunidades francas para empresários norte-americanos, em sectores específicos, estratégicos e ligados à diversificação económica”, explicou Foia, destacando áreas como indústria, turismo, agricultura orientada para a agroindústria e agronegócio.

Um dos principais argumentos apresentados pela FUNDEC é a necessidade de alterar o padrão histórico de atracção de investimento estrangeiro em Moçambique, tradicionalmente concentrado nos sectores extractivos.

Para a instituição, a prioridade deve passar por captar investidores capazes de participar em cadeias de transformação, criando maior valor acrescentado dentro do país. “Estamos habituados a trazer empresários estrangeiros para o sector primário da actividade económica, sobretudo a indústria extractiva, mas agora mudamos o paradigma: orientamos para a cadeia de valor, para a transformação económica”, afirmou Foia.

Neste novo posicionamento, a agricultura deixa de ser vista apenas como produção de matéria-prima e passa a ser enquadrada como base para uma indústria agroalimentar; os recursos minerais passam a ser associados à possibilidade de processamento local; e a logística é apresentada como instrumento para ligar produtores aos mercados nacionais e regionais.

De acordo com a FUNDEC, a delegação norte-americana demonstrou interesse em aprofundar a cooperação e apoiar iniciativas destinadas a aproximar empresas dos dois países. “O que ficou muito evidenciado é que a Embaixada está com apetite em colaborar com a FUNDEC”, disse o economista, acrescentando que poderão ser estabelecidos mecanismos formais de cooperação para apoiar a mobilização de empresários norte-americanos interessados em investir em Moçambique.

A FUNDEC pretende usar a sua capacidade de produção de informação económica e análise empresarial como uma ferramenta para reduzir incertezas dos investidores e melhorar a percepção sobre o ambiente de negócios no País.

 

(Foto DR)

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