Ministro dos Transportes e Logística anuncia esforços para repor estradas destruídas pelas chuvas

Moçambique enfrenta chuvas ininterruptas que têm causado cheias por várias regiões do país, sendo a zona sul a mais afectada. Cerca de 40% da província de Gaza encontra-se submersa, enquanto distritos da província de Maputo registam inundações e, em alguns casos, isolamento total das comunidades.

Os níveis de precipitação estão acima do normal, levando a um estado de alerta praticamente em todas as províncias. “Há zonas críticas, como Gaza, Maputo e Sofala. Temos vias quase intransitáveis devido ao aumento do nível das águas”, afirmou João Matlombe, Ministro dos Transportes e Logística, durante uma visita de monitoria efectuada hoje em Sofala.

Segundo a avaliação do Governo até sexta-feira, 152 quilómetros de estradas classificadas estavam completamente destruídos, enquanto mais de três mil quilómetros apresentam danos significativos em todo o território nacional. Outras vias de acesso não classificadas, já precárias, ficaram praticamente intransitáveis devido à subida das águas.

A deslocação de Matlombe à região ocorreu após o Governo ter decretado o Estado de Emergência, com o objectivo de monitorar a situação e garantir apoio às populações. “Queremos assegurar a reposição das infraestruturas para restabelecer a ligação e prestar assistência às famílias isoladas, incluindo a entrega de alimentos”, disse o ministro.

Durante a visita, o Governo apelou às famílias que ainda permanecem em áreas de risco para abandonarem os locais, lembrando que a época chuvosa se prevê prolongar até o início de Março. “Para evitar mais fatalidades, exortamos todos a sair das zonas de risco. Manifestamos ainda a nossa solidariedade às famílias que perderam parentes, culturas e infraestruturas. Apelamos à união e solidariedade de todos”, afirmou Matlombe.

O ministro sublinhou que o Governo fará todos os esforços para assistir as vítimas e reconstruir as suas vidas, garantindo que, no futuro, infraestruturas mais seguras sejam construídas ou que vilas sejam realocadas para zonas menos propensas a inundações. “É necessário consolidar dados sobre precipitação e zonas críticas, para encontrar soluções definitivas, porque a chuva é uma realidade anual. Não é só uma questão de estradas; todas as infraestruturas públicas — saúde, educação e serviços do Estado — são afectadas”, explicou.

Matlombe destacou ainda a importância da colaboração das comunidades e da sensibilização contínua por parte dos meios de comunicação social, para que as pessoas compreendam que prevenir é sempre melhor do que remediar. “Todo o país está a ser inundado e não há capacidade para prestar assistência em simultâneo”, concluiu.

Imagem: MTL

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