Maputo e Matola com restrições no abastecimento de água

A subida significativa do caudal do rio Umbeluzi, provocada pelas intensas chuvas que assolam a província de Maputo, afetou gravemente a Estação de Tratamento de Água (ETA) local. A empresa Águas de Moçambique (AdeM) alerta para cortes e condicionamentos no fornecimento que afetam milhares de pessoas.

O abastecimento de água potável às cidades de Maputo, Matola, Matola Rio e à vila de Boane encontra-se condicionado desde as primeiras horas desta segunda-feira, 19 de janeiro. Em causa estão as fortes inundações registadas no distrito de Boane, que atingiram a infraestrutura da Estação de Tratamento de Água de Umbeluzi.

Em comunicado oficial divulgado hoje, a Águas de Moçambique, Instituto Público (AdeM, IP), confirmou que a “subida significativa” do nível do rio Umbeluzi comprometeu as operações de tratamento e distribuição. A situação decorre de um cenário hidrológico crítico na região sul do país, onde a precipitação persistente tem dificultado a gestão dos recursos hídricos.

Para minimizar o impacto junto das populações, a AdeM informou que já estão a ser implementadas “medidas alternativas de mitigação”. O objetivo das autoridades é estabilizar o sistema e permitir o restabelecimento gradual do serviço. Segundo a empresa, a previsão é que a situação possa ser normalizada, no limite, até ao final do dia de hoje, desde que existam condições técnicas e operacionais de segurança para o efeito.

Enquanto as restrições persistirem, as autoridades moçambicanas apelam à compreensão dos utentes e reforçam a necessidade de um uso “racional da água disponível”. A bacia do Umbeluzi continua sob monitorização apertada por parte das equipas técnicas, em coordenação com as autoridades competentes, para avaliar a evolução do caudal e os riscos de novos transbordos.

Esta interrupção surge num momento de alerta na região, com o governo a monitorizar várias bacias hidrográficas devido ao risco de cheias severas que podem isolar comunidades e danificar infraestruturas vitais.

Imagem: DR

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