Governo instado a reforçar políticas para travar violência juvenil

O Governo deve reforçar as políticas públicas com vista a garantir maior acesso à educação, saúde, emprego e instrumentos de promoção do auto-emprego, sobretudo entre os jovens, como estratégias para reduzir comportamentos violentos e males que ameaçam a defesa e a integridade nacional.
O posicionamento foi expresso hoje, na cidade de Lichinga, por Edgar Mbunda, palestrante de uma mesa-redonda subordinada ao tema “O Contributo da Juventude no Reforço da Defesa Nacional”, inserida no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.
Segundo Mbunda, é fundamental assegurar um caminho que contribua para a redução da violência entre os jovens. “Devemos reforçar as políticas públicas, garantindo mais acesso à educação, saúde, emprego e ferramentas de promoção do auto-emprego, como forma de mitigar comportamentos violentos e outros males que ameaçam a defesa e a integridade nacional”, afirmou.
O interveniente sublinhou ainda que tais mecanismos podem incentivar os jovens a fornecer informações credíveis às autoridades, contribuindo para o combate à criminalidade e para a garantia da ordem, segurança e tranquilidade públicas.
Na ocasião, João Jasse, signatário do compromisso político e presidente do partido Revolução Democrática, defendeu que os assuntos nacionais devem ser debatidos sem ódio nem ressentimentos, sublinhando, contudo, a liberdade de cada cidadão contribuir com ideias para o bem comum.
Jasse manifestou preocupação com o aumento da criminalidade na província do Niassa, referindo casos de violência doméstica e roubos frequentes de bens. Nesse contexto, apelou a um maior engajamento da juventude no combate a estes e outros actos que comprometem a convivência social e travam o desenvolvimento.
Por sua vez, Santos Silvestre, em representação da juventude, denunciou a existência de elevados níveis de exclusão nos domínios económico, social e político. Referiu ainda que muitos jovens receiam partilhar informações com a polícia devido à forma como as investigações são conduzidas, alegando pressão sobre as fontes.
Acrescentou que, em alguns casos, jovens portadores de informações confidenciais acabam por desaparecer, o que agrava o clima de desconfiança e limita a colaboração com as autoridades.

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