Uma barreira antiga para os futuros navegadores moçambicanos acaba de ser derrubada. O Ministério dos Transportes e Logística (MTL) e a empresa Civitas Logistics selaram, esta sexta-feira, um acordo que garante o tão desejado “tempo de mar” para os cadetes da Escola Superior de Ciências Náuticas (ESCN).
Até então, muitos estudantes concluíam a parte teórica, mas enfrentavam dificuldades extremas para obter a certificação final por falta de embarcações para a prática. A ausência de estágios a bordo era, inclusive, uma preocupação central da Organização Marítima Internacional (IMO) em auditorias recentes.
A implementação desta parceria será dividida em responsabilidades específicas para garantir a eficácia da formação. A Escola Superior de Ciências Náuticas fica encarregue de seleccionar os cadetes com melhor desempenho académico e garantir que reúnam os requisitos técnicos para o embarque.
Por sua vez, a Civitas Logistics assume o compromisso de disponibilizar os seus navios e centros logísticos. A empresa deverá garantir condições de segurança e emitir os relatórios de desempenho necessários para a progressão na carreira dos estagiários.
O ITRANSMAR terá o papel de avaliador final, validando a documentação e integrando os seus próprios inspectores nas formações práticas.
Para a directora da ESCN, Ana Maria, embora o acordo ainda não cubra a totalidade da demanda, representa um avanço crucial. Até agora, muitos estudantes tinham de procurar tempo de embarque a título individual, um processo difícil e oneroso.
Com este passo, o sector de transportes e logística em Moçambique moderniza-se e responde às exigências globais. A medida assegura que os oficiais e marinheiros formados no país estejam devidamente certificados e aptos para actuar em qualquer parte do mundo, fortalecendo a economia azul nacional.
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