Moçambique defende gestão científica dos solos para o alcance de uma agricultura sustentável

O Governo moçambicano considera que a gestão científica dos solos é fundamental para uma agricultura sustentável, num momento em que o mundo enfrenta as alterações climáticas.

Segundo o Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Acubar Baptista, que falava esta quinta-feira (16), à margem de uma conferência intitulada “Cultivar o Futuro: Inovação, Tecnologia e Governação na Agricultura”, o País deve promover uma abordagem sustentável à agricultura e enfrentar desafios como o stress hídrico, as alterações climáticas e o impacto das inundações.

“A base da produção é a terra. Quando não tratamos bem a terra, estamos a comprometer a agricultura. O stress hídrico é uma das principais limitações, o que significa que precisamos de introduzir tecnologias para melhorar a gestão da água. Temos de considerar a água como um factor de produção e não apenas como chuva”, defendeu Acubar Baptista.

Citado pela AIM, o governante destacou ainda que a implementação destas tecnologias deve ser priorizada em áreas áridas ou com escassez de água, onde os efeitos das alterações climáticas são mais graves.

“Nestas áreas, concentraremos os nossos esforços de intervenção. No entanto, em regiões com maior disponibilidade de água, a estratégia irá optimizar o uso da água para aumentar a produtividade. Podemos passar de uma para duas ou mais colheitas”, afirmou.

Baptista revelou ainda que o Governo tenciona criar linhas de financiamento para toda a cadeia de valor, abrangendo agricultores familiares, pequenas e médias empresas e grandes produtores.

Por seu lado, a Embaixadora espanhola, Teresa Vidal, afirmou que a Espanha continua empenhada em apoiar a modernização da agricultura. “A agricultura é fundamental não só para a segurança alimentar, mas também para o desenvolvimento do comércio e das exportações. A cooperação entre a Espanha e Moçambique nesta área já dura cerca de 50 anos”, referiu.

 

(Foto DR)

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