A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) decidiu adiar a sua Assembleia Geral, inicialmente marcada para o dia 15 de Abril de 2026, para o próximo dia 30 de Abril. A decisão, à qual a MZNews teve acesso através de um comunicado oficial, surge num clima de forte vigilância ética devido ao processo eleitoral interno que a agremiação atravessa.
O adiamento não foi uma decisão ao acaso. Resultou de uma concertação directa entre o Bastonário, a Comissão Eleitoral e os candidatos ao cargo máximo da Ordem. O ponto central do debate foi a preocupação com a transparência, uma vez que os candidatos manifestaram receio de que a participação de membros dos actuais órgãos sociais em actividades institucionais pudesse gerar percepções de favorecimento ou vantagens indevidas no contexto da campanha.
A mensagem dos concorrentes ao bastonato foi clara: para garantir a integridade do escrutínio, é fundamental que a máquina administrativa da Ordem não seja confundida com a propaganda eleitoral, salvaguardando a igualdade de oportunidades.
No exercício das suas competências de supervisão, a Comissão Eleitoral da OAM dirigiu uma exortação ao Conselho Nacional. O objectivo é a adopção de medidas rigorosas que protejam a imparcialidade do processo em curso.
Embora os Estatutos e o Regulamento Eleitoral não obriguem à suspensão de funções durante este período, o entendimento geral foi de que a ética deve prevalecer sobre a norma para evitar ruídos desnecessários.
A nova data para a reunião magna da classe foi fixada para o dia 30 de Abril de 2026. É importante referir que a agenda de trabalho permanece inalterada, mantendo-se todos os pontos anteriormente previstos para discussão.
Este recuo estratégico é visto pelos observadores como um sinal de maturidade da advocacia moçambicana, reafirmando o compromisso da instituição com os valores da transparência e da justiça interna.
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