Cabo Delgadoː Frelimo defende o reforço da capacidade militar para garantir soberania do país

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo diz que a responsabilidade da defesa nacional cabe, em primeira instância, ao Estado moçambicano, afirmando que a presença de forças estrangeiras em Moçambique não deve ser permanente.

Chapo falava neste domingo, durante o encerramento da V Sessão do Comité Central, evento que durou três dias na Matola.

“A tarefa de defesa nacional é da responsabilidade primária do Estado e não se delega a outros Estados”, afirmou, sustentando a necessidade de o país reforçar a sua capacidade interna para garantir a soberania.

O posicionamento surge num momento em que o Ruanda admite retirar os seus militares destacados desde 2021 para apoiar o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, devido à falta de financiamento.

No seu discurso, Daniel Chapo destacou que o Comité Central reafirmou a necessidade de Moçambique fortalecer a sua capacidade de defesa e segurança nacional como condição essencial para o desenvolvimento sustentável.

Segundo o dirigente, o país enfrenta ainda sérias ameaças à sua soberania e integridade territorial, com destaque para o terrorismo que afecta alguns distritos de Cabo Delgado e que, por vezes, se estende às províncias vizinhas de Nampula e Niassa.

O Chefe de Estado descreveu o terrorismo como um fenómeno complexo e de dimensão transnacional, cujo combate exige coordenação e cooperação internacional, não apenas na troca de informações e formação militar, mas também no terreno, através de acções conjuntas contra os grupos armados.

Ainda assim, frisou que essa cooperação não deve comprometer o objectivo estratégico de autonomia nacional em matéria de defesa.

Neste contexto, o reforço e modernização das Forças de Defesa e Segurança foram apontados como uma prioridade de interesse nacional.

Classificou os ataques armados no norte como “um fenómeno complexo”, com dimensão transnacional, que exige cooperação internacional, tanto ao nível da partilha de informação como no terreno.

Para Chapo, trata-se de um imperativo num cenário em que, além do terrorismo, o país enfrenta ameaças não tradicionais, como o tráfico de drogas, a pirataria marítima, o branqueamento de capitais, os raptos, a imigração ilegal, bem como a exploração e o contrabando de recursos minerais e florestais.

Num outro desenvolvimento, o governante aproveitou a ocasião para mobilizar os membros do partido, simpatizantes e a sociedade em geral a aderirem a um “movimento patriótico” de construção de um Moçambique mais seguro, estável e desenvolvido.

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