Governo admite adoptar medidas adicionais, no início de Maio, com vista a garantir a estabilidade do abastecimento e proteger o consumo interno, caso se registe um agravamento dos preços dos combustíveis devido a guerra no Medio Oriente.
O alerta foi lançado esta segunda-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na cidade de Nampula, durante a cerimónia de entrega de 100 autocarros de transporte público a 15 autarquias das regiões Norte e Centro do país.
Citado pela AIM, Ca iniciativa de reforço do transporte público já constitui uma medida preventiva para mitigar os impactos de uma eventual subida dos preços dos combustíveis na mobilidade urbana.
“Estamos à espera que a guerra termine o mais rápido possível para que se estabilize o preço dos combustíveis. Mas, se não terminar, haverá um momento em que começará a entrar combustível com novos preços, e isso poderá levar-nos a tomar medidas, tal como aconteceu no tempo da covid-19”, afirmou.
O Presidente explicou que Moçambique ainda dispõe de reservas de combustível adquiridas antes do início do conflito, o que permite manter os preços estáveis até finais de Abril ou princípios de Maio.
“Temos combustível nos depósitos de Maputo, Beira e Nacala, adquirido antes da guerra. Além disso, havia navios já a caminho do país com combustível comprado a preços anteriores”, disse.
O estadista condenou a circulação de informações falsas sobre uma alegada escassez de combustíveis.
“Há pessoas que agitam o nosso povo, dizendo que amanhã já não haverá combustível, criando enchentes nas bombas. Isso é desinformação. A informação verdadeira é a que o Governo transmite regularmente”, sublinhou.