Transportadores semi-colectivos ameaçam agravar o preço devido à escassez de combustíveis

Os Transportadores semi-colectivos de passageiros ponderam agravar a tarifa de transporte face à escassez provocada pelo conflito no Médio Oriente. A afirmação é do presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários da Cidade de Maputo (ATROMAP), Baptista Maculuve.

Citado numa entrevista à DW, Baptista Maculuve afirma que a decisão está nas mãos do Governo, mas se o Executivo não subsidiar os transportadores semi-colectivos de passageiros em Moçambique, não haverá outra saída senão o agravamento do preço do “chapa”. “O desejo é subir para fazer face aos custos operacionais. Quem decide as tarifas é o Governo”, avançou Maculuve.

Nos últimos dias, a cidade de Maputo está a enfrentar constrangimentos no abastecimento de combustível, com vários postos a registarem longas filas de automobilistas, numa situação que começou a gerar preocupação entre os consumidores e operadores do sector.

“Obviamente, para fazer face aos custos operacionais que vão ter que subir, e nós estamos a fazer negócio, não temos outra saída, porque senão não vamos conseguir manter os carros a circular, salvo se o Governo puder subsidiar. Porque é preciso também perceber que em Moçambique quem decide acerca das tarifas é o Governo, sobretudo na zona metropolitana. Então, temos essas duas variantes. O nosso desejo é subir para fazer face ao custo operacional, mas obviamente o Governo poderá tomar uma outra posição em função dessa situação que anunciei”, frisou.

Recorde-se que o Presidente da República, Daniel Chapo, alertou neste domingo (29), para a subida dos preços de combustíveis nos próximos meses, caso a guerra no Médio Oriente continue, mas tranquilizou os cidadãos garantindo reservas para aguentar por algum tempo.

“Informar que talvez para finais de Abril ou princípios de Maio, de acordo com os cálculos feitos, é que vamos começar a verificar o aumento dos preços, caso a guerra continue. Contudo, ainda temos um período de um mês e meio para aguentarmos”, avançou o governante.

Para já, o chefe do Estado sublinhou não haver razão para alarme no País face à crise de combustíveis em vários países, apontando a falta de portos e depósitos como motivo de aumento de preços em algumas regiões.

 

(Foto DR)

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