As queimadas descontroladas continuam a ser um grande problema para o país. Pelo menos 267 mil hectares de florestas foram destruídas no ano passado, segundo a Direcção Nacional das Florestas e Fauna Bravia.
“O país tem registrado níveis de desmatamentos que nós podemos reconhecer que são elevados. E que nós, internamente, ou com a ajuda de parceiros, temos estado a organizar as comunidades no sentido de gerirem de forma sustentável os recursos”, disse Imede Fulame, director Nacional de Florestas citado pelo jornal “O País”.
A fonte destacou a importância e o valor das florestas para as comunidades locais.
“Essas comunidades, primeiro vivem aqui, e para o seu dia-a-dia dependem das florestas, vendendo carvão, vendendo produtos florestais não madeireiros. Então, eles têm que explorar nessa altura e garantir que os netos, os bisnetos, também possam usufruir desse recurso”, esclareceu o responsável.
Fulame falava no distrito de Matutuine, no âmbito das celebrações do Dia Internacional das Florestas, que se assinalou ontem, 21 de Março.
O responsável revelou ainda a província de Maputo é das mais afectadas pelas queimadas descontroladas.
“Estão ameaçadas porque tem havido necessidade de abates para além da produção de lenha e carvão, mesmo a própria habitação. E temos a área agropecuária, porque tem uma parte de produção agrícola e outra parte de criação pecuária. Estamos a fazer todo o trabalho no sentido de levantar esta floresta”, explicou Mariamo José, directora Provincial de Florestas.
Os dados mostram que actualmente, há mais de 50 mil hectares de florestas que necessitam de reflorestamento, devido as queimadas descontroladas e do desmatamento.
No âmbito do Dia Mundial das Florestas, foram plantadas durante esta semana mais de 4 mil mudas de árvores, na província de Maputo e realizadas actividades de conscientização.