A Empresa Cervejas de Moçambique (CDM) adquiriu, a nível nacional, cerca de 33,5 mil toneladas de milho para o fabrico de cerveja, uma iniciativa que está a dinamizar a produção agrícola e a melhorar a renda de milhares de produtores no País.
O anúncio foi feito esta quinta-feira (19), no distrito de Báruè, província de Manica, durante um dia de campo que reuniu agricultores, produtores de sementes e diversos intervenientes da cadeia de valor do milho.
O evento, organizado pela CDM em parceria com a Empresa de Comercialização Agrícola (ECA), serviu de espaço para a troca de experiências e avaliação do desempenho das sementes utilizadas na campanha agrária 2024/25, bem como para projectar a produção das próximas épocas.
Segundo o administrador executivo da CDM, Bruno Tembe, o envolvimento directo com os produtores têm trazido resultados encorajadores. “Os agricultores estão satisfeitos e o nosso compromisso é fazer crescer a marca Impala através do milho produzido neste distrito de Báruè e em outros pontos de Moçambique. Também queremos ajudar o produtor a crescer”, afirmou.
Citado pela AIM, Tembe destacou ainda a necessidade de reforçar o apoio técnico aos agricultores, sublinhando que o crescimento sustentável da produção depende de uma assistência contínua no terreno. “Precisamos de empresas que forneçam assistência aos agricultores, sobretudo no que diz respeito ao acompanhamento técnico”, acrescentou.
Além de apostar na produção local de milho, a CDM pretende reduzir a dependência de importações, alargando a produção de matérias-primas no País. “Gostaríamos que as garrafas, por exemplo, fossem produzidas no nosso País. Acreditamos que vamos conseguir produzir localmente”, disse.
Actualmente, a CDM trabalha com cerca de 16 mil produtores de milho apenas na província de Manica, número que a empresa pretende expandir. “O milho não tem limites para nós. Quanto mais produção tivermos, maior será a nossa capacidade de crescimento”, frisou Tembe.
Por sua vez, o gestor de agronomia da ECA, Lázaro Salizani, explicou que o dia de campo é uma oportunidade para os produtores partilharem conhecimentos e melhorarem as práticas agrícolas. “A nossa empresa apoia os produtores ao longo de todo o ciclo produtivo e, no final, compramos o milho para fornecer à CDM. É uma parceria que está a dar resultados concretos”, afirmou.
A parceria entre a CDM e a ECA remonta a 2012 e continua a afirmar-se como um exemplo de integração entre o sector empresarial e o agrícola, contribuindo para o fortalecimento da economia rural em Moçambique.
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