O Governo inaugurou um Centro de Comando do Sistema de Previsão e Alerta de Cheias e Secas, uma infra-estrutura considerada estratégica para melhorar a capacidade nacional de antecipar fenómenos climáticos extremos e proteger populações em risco.
A cerimónia foi orientada esta quarta-feira, 18 de março, pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, nas instalações da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos. Segundo o Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, o centro vai permitir reforçar a monitoria hidrológica e emitir alertas com maior antecedência.
Orçado em cerca de 7,5 milhões de dólares, o projecto deverá beneficiar mais de 100 mil habitantes da bacia do rio Licungo, na província da Zambézia. Entre os principais ganhos está o aumento do período de aviso prévio de cheias, que poderá passar de três para seis dias em determinados cenários, facilitando a preparação das comunidades e das instituições, segundo a nota do Ministério.
O acto contou igualmente com a presença do embaixador da República da Coreia do Sul em Moçambique, Bok-won Kang, da presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Luísa Meque, bem como de responsáveis do Instituto Nacional de Meteorologia e da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos.
Na ocasião, o governante destacou que a nova infra-estrutura vai contribuir para transformar dados técnicos em decisões rápidas e acções preventivas no terreno, reduzindo perdas humanas e materiais.
Além da componente tecnológica, o sistema deverá apoiar agricultores na protecção das culturas, facilitar evacuações antecipadas em zonas de risco e melhorar a organização logística dos sectores da saúde, educação e assistência humanitária.
Com este investimento, Moçambique dá mais um passo no reforço da resiliência climática, num contexto marcado pela recorrência de cheias e secas associadas às mudanças climáticas.