O Governo recebeu 4,3 mil milhões de Meticais em doações e apoio monetário para vítimas das cheias e inundações, que já afectaram mais de 870 mil pessoas.
A informação foi avançada hoje (12) pelo ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, durante a sessão de perguntas e respostas ao Governo na Assembleia da República.
“Em todos os níveis, foram canalizadas doações em forma de alimentos, vestuário, material de abrigo, e valores monetários, estimado em 4,3 mil milhões de meticais, dos quais cerca de 1,3 mil milhões em valor monetário”, avançou o ministro da Administração Estatal e Função Pública.
O governante fez saber ainda que a ajuda monetária recebida está a ser usada para reforçar a aquisição de bens alimentares e não alimentares para assistência às populações afectadas pelas inundações.
Em 03 de Março, o Governo moçambicano já tinha adiantado ter recebido 1,3 mil milhões de meticais e 6,7 mil toneladas de produtos diversos para apoiar vítimas das inundações.
Sobre as infraestruturas danificadas pelas cheias, Impissa assegurou estar na fase conclusiva o esboço do Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias 2026 em Moçambique, que visa, entre outras, assegurar uma reconstrução resiliente e sustentável, bem como garantir o relançamento da economia local.
À luz do mesmo plano, o titular da pasta da Administração Estatal e Função Pública declarou que o Governo espera realizar intervenções imediatas de assistência humanitária, restabelecer os serviços sociais, incluindo acesso a saúde, educação, água, saneamento e energia, além de normalizar o funcionamento do Estado e da economia local em zonas afectadas.
O Governo vai reabilitar igualmente 5.697 km de estrada, bem como 684 km de linha férrea, 16 pontes, repor 98 aquedutos e 16 km de linha de transmissão de energia, além de substituir 92 postos, instalar 25 km de linha de média tensão e repor 410 postos de transformação.
Segundos dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) o numero de mortos ascende a 270, desde outubro ultimo, e mais de 870 mil pessoas foram afectadas das quais, 725 mil só nas cheias de Janeiro, em que morreram cerca de 40 pessoas, sobretudo no Sul.