antigos gestores já estão todos detidos pelas autoridades

Os antigos gestores das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) já se encontram todos detidos, no âmbito das investigações conduzidas pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), que apura suspeitas de corrupção e eventuais actos de gestão danosa na companhia aérea estatal.

A detenção surge na sequência da instauração de cinco processos-crime anunciados no início da semana, relacionados com alegadas irregularidades na aquisição e alienação de aeronaves, bem como com decisões financeiras tomadas nos últimos anos. As autoridades procuram esclarecer o circuito decisório e apurar responsabilidades individuais no seio da empresa.

Entre os detidos figuram João Carlos Pó Jorge, antigo presidente do Conselho de Administração; Hilário Tembe, ligado à área operacional; Eugénio Mulungo, associado à Tesouraria; Armindo Savanguana, afecto ao sector financeiro; e Anísio Machava, relacionado com a logística de provisões de bordo.

Segundo a Evidências, fontes ligadas ao processo indicam que as diligências continuam e não está descartada a possibilidade de novos desenvolvimentos, à medida que a investigação avança.

Paralelamente, permanece sob análise o contrato celebrado com a consultora sul-africana Fly Modern Ark (FMA), chamada a liderar o processo de reestruturação da empresa. A legalidade do procedimento e os impactos financeiros do acordo continuam a ser avaliados pelas autoridades competentes.

O processo é acompanhado com atenção pública, tendo em conta o impacto financeiro e estratégico da transportadora aérea nacional para o Estado moçambicano.

Imagem: DR

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