Afinal, o Governo foi ou não informado sobre a suspensão de contratos de trabalhadores na Mozal?

O Governo afirma não ter ainda recebido uma comunicação da Mozal sobre a cessação de contratos dos seus colaboradores. Ainda assim, as autoridades garantem que estão a monitorar a evolução da situação e continuam a envidar esforços para evitar o encerramento da empresa.

A informação foi avançada recentemente, em Maputo, por Baltazar Domingos, porta-voz do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, quando reagia em torno da ameaça do encerramento da Mozal, cujas operações remontam desde 2000.

De acordo com Baltazar Domingos, citado pelo jornal Notícias, as autoridades não desarmaram; estão em busca de soluções para proteger o emprego dos mil colaboradores ligados directamente à empresa e quatro mil associados às subsidiárias.

“Há um exercício para que a Mozal não encerre, devido aos prejuízos que poderão surgir deste acto para a própria empresa, os mais de mil trabalhadores e as suas famílias, o próprio Estado, bem como para as outras firmas que prestam serviços”, garantiu o governante.

Por sua vez, o secretário-geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique Central-Sindical (OTM-CS), Damião Simango, entende que se não forem alcançados consensos entre o Governo e a Mozal, o país vai sofrer prejuízos semelhante a de um terramoto de grande magnitude, visto que a multinacional contribui para o Produto Interno Bruto com receitas correspondentes a quatro por cento, sendo uma das maiores indústrias no País.

Alerta que se o conflito for mal gerido, pode expor a fragilidade estrutural do modelo económico do país, caracterizado pela dependência de megaprojectos, com escassa integração nacional, ausência de cadeia de valor doméstico e política industrial.

 

(Foto DR)

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