Tribunal condena juiz da Maxixe a dez anos de prisão e uma indemnização de três milhões de meticais

O Tribunal Judicial da Província de Inhambane condenou o antigo juiz presidente do Tribunal Judicial da Maxixe, Alexandre Njovo, a uma pena de dez anos de prisão, pagamento de multa e indemnização ao Estado em cerca de três milhões de meticais.

Em processo julgado pela Terceira Secção do Tribunal Judicial da Província de Inhambane, o co-réu, Francisco Cumbane, antigo escrivão no mesmo tribunal, recebeu uma pena superior de 12 anos de prisão e foi condenado a devolver 2 731 408,81 meticais ao Estado.

Segundo o tribunal, entre 2017 e 2018, uma auditoria revelou irregularidades na gestão das contas do tribunal da Maxixe.

De acordo com a acusação, os arguidos terão aproveitado o acesso privilegiado a livros de cheques e ao selo branco para realizar levantamentos ilícitos nas contas de depósitos obrigatórios e de custas judiciais.

Segundo uma publicação do jornal Domingo, Alexandre Njovo já havia sido expulso da magistratura pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial devido a este processo e era o principal assinante necessário para as movimentações bancárias. Após a leitura, o antigo juiz disse à imprensa que a sentença era uma “encomenda” e manifestou a intenção de recorrer da mesma.

 

(Foto DR)

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