Numa altura em que a transportadora aérea de bandeira enfrenta um dos períodos mais conturbados da sua história, surgem sinais de uma mudança profunda na imagem corporativa. A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) começou a testar a marca “Air Moçambique” de forma subtil, que parece uma tentativa de desassociar a operação dos recentes escândalos de gestão e corrupção, embora que alguns digam que é por inspiração da Etiopian Airlines.
De acordo com uma peça informativa avançada pelo jornal Evidências, a LAM está a levar a cabo uma transição discreta do seu nome comercial. A marca de 46 anos, que tem sido fortemente beliscada por persistentes desafios operacionais, parece estar a dar lugar a uma nova designação: Air Moçambique.
O sinal mais visível desta metamorfose institucional encontra-se nos uniformes dos próprios colaboradores. Segundo a Evidências, os crachás de identificação dos funcionários já ostentam o nome “Air Moçambique” em regime de ensaio.
Esta mudança surge num contexto de crise reputacional sem precedentes. Recentemente, a empresa tem sido alvo de auditorias que revelaram esquemas de desvio de fundos e má gestão, o que levou o governo moçambicano a prometer uma reestruturação total da companhia.
Esta alteração de nome pode ser uma tentativa estratégica de limpar a imagem da transportadora e afastar o estigma de ineficiência associado à sigla LAM. A nova nomenclatura visa ainda uma maior aproximação aos padrões internacionais de aviação, assinalando o início de um novo ciclo focado na transparência e na rentabilidade.
Até ao momento, não houve um anúncio oficial por parte da administração da companhia ou do Ministério dos Transportes e Logística sobre a data definitiva para a conclusão desta transição de marca.
Imagem: DR