Moçambique registou um aumento de preços na ordem de 1,26% e 3,04% em relação a igual período de 2025, apontam os dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nas principais cidades do país.
Essas variações mostram que uma cesta básica custou 15.000 Meticais em Dezembro de 2025, no mês seguinte (em Janeiro de 2026), custou 15.189 Meticais. Em termos anuais (em relação a Janeiro de 2025), a cesta básica custou mais ainda, isto é, 15.456 Meticais.
O INE explica que contribuiu para a subida dos preços a divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas, ao contribuir com cerca de 0,93 pontos percentuais (pp) positivos.
Desagregando a variação mensal por produto, o destaque vai para o aumento dos preços do tomate (16,3%), do coco (53,0%), da couve (17,2%), carvão vegetal (9,2%), peixe seco (3,4%), cebola (14,8%) e da alface (29,6%). Estes produtos contribuíram no total da variação mensal, com cerca de 0,83pp positivos.
O INE constatou ainda que alguns produtos contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,09pp negativos no total da variação mensal. O destaque vai para a galinha viva (2,3%), limão (34,6%), corte de cabelo e barba (2,6%), frango morto em pedaço (1,3%), camarão fresco (3,5%), manga (22,4%) e as cadeiras (1,9%).
Relativamente a igual período do ano anterior, o INE calculou que os preços do mês em análise registaram um aumento na ordem de 3,04%, influenciado pelas divisões de restaurantes, hotéis, cafés e similares e de alimentação e bebidas não alcoólicas, que foram as que tiveram maior aumento de preços, ao variarem com cerca de 6,48% e 5,72%, respectivamente.
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, o INE notou que, em Janeiro último, todos os centros registaram aumento de preços, com destaque para a cidade de Xai-Xai, com 4,03% (a mais afectada pelas cheias e inundações), seguida da província de Inhambane, com 2,27%, da cidade de Chimoio com 1,39%, cidade de Maputo com 1,37%, cidade da Beira com 1,22%, cidade de Nampula, com 0,72%, da cidade de Tete com 0,65% e da cidade de Quelimane com 0,41%.
Esta subida foi causada pelo impacto das cheias e inundações que deixaram vias intransitáveis por vários dias impossibilitando deste modo o processo de escoamento de produtos.
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