Moçambique reafirmou o seu compromisso com a Agenda 2063 e com o reforço de parcerias estratégicas no continente durante a participação na 39ª Sessão Ordinária da Cimeira da União Africana (UA), realizada em Adis Abeba, Etiópia.
O posicionamento foi transmitido pelo Chefe de Estado moçambicano no termo da sua visita de trabalho àquele país do Corno de África, onde destacou o envolvimento activo de Moçambique na definição das prioridades continentais e na consolidação de alianças, sublinhando que a política externa nacional continuará centrada na paz e no desenvolvimento sustentável.
A cimeira decorreu sob o lema “Garantir a Disponibilidade Sustentável de Água e Sistemas de Saneamento Seguros para Atingir os Objectivos da Agenda 2063”.
O lema reflecte a prioridade estratégica atribuída à água e ao saneamento como pilares estruturantes do desenvolvimento sustentável, da saúde pública, da dignidade humana e da transformação socioeconómica do nosso continente.
No evento, os Chefes de Estado e de Governo apreciaram matérias de elevada relevância para a estabilidade regional, com destaque para a paz e segurança em África, a reforma institucional da UA, a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e processos eleitorais internos da organização.
No plano nacional, foi reiterado o alinhamento do país com as metas de longo prazo traçadas pelo continente.
“Moçambique reafirmou o seu firme compromisso com a Agenda 2063 e com todas as iniciativas que visam consolidar uma África próspera, integrada e pacífica”, declarou.
Em Addis Abeba, Moçambique participou na 35ª Cimeira do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), ocasião em que foi apresentado o Segundo Relatório de Progresso (2020 – 2024).
Na ocasião, foi reafirmado o “compromisso firme e contínuo de Moçambique com os princípios da boa governação, transparência, responsabilização e avaliação pelos pares, pilares essenciais para o fortalecimento da democracia”.
Abordando os desafios internos, foi destacada a resiliência dos moçambicanos face à violência armada localizada protagonizada por grupos terroristas, à recorrência de eventos climáticos extremos e a uma conjuntura económica internacional adversa.
No capítulo da cooperação bilateral, registou-se igualmente a participação na II Cimeira Itália – África, centrada no Plano Mattei, defendendo-se a aceleração de iniciativas como o Centro Agro-alimentar de Manica.
As alterações climáticas estiveram também em destaque, com a participação de Moçambique na reunião do Comité de Alto Nível da UA sobre Alterações Climáticas (CAHOSCC), liderada pelo Presidente do Quénia, William Ruto.
Segundo foi referido, o encontro permitiu “socializar as acções que Moçambique tem vindo a implementar no domínio das alterações climáticas, tendo em conta a nossa elevada vulnerabilidade”, reforçando a articulação para o financiamento climático e medidas de adaptação.
Chapo concluiu assegurando que a política externa moçambicana continuará orientada para a consolidação da paz, a promoção do desenvolvimento sustentável, a diversificação de parcerias estratégicas e a criação de oportunidades concretas para a juventude e para todos os moçambicanos. (AIM)