Venâncio Mondlane acusa Governo de retirar milhões aos professores todos os meses

O líder político moçambicano Venâncio Mondlane denunciou na passada quinta-feira, 12 de fevereiro, através de uma transmissão em direto nas redes sociais, que os professores do país estão a ser alvo de descontos mensais de 1,5% nos seus salários, alegadamente destinados à compra de medicamentos.

Segundo Mondlane, cada docente sofre um desconto de 225 meticais por mês. Considerando uma estimativa de 170.000 professores, o montante total descontado ascende a cerca de 45 milhões de meticais por mês, podendo atingir aproximadamente 535 milhões de meticais por ano.

O político criticou a lógica destes descontos, sublinhando que quando um professor ou familiar aciona o subsídio de morte, o valor pago é de apenas 10.000 meticais. Além disso, o pagamento é frequentemente atrasado, chegando a demorar um a dois anos até ser efectivamente disponibilizado aos beneficiários.

Para além destes descontos, os professores em Moçambique têm manifestado insatisfação com atrasos no pagamento de horas extras e a incerteza quanto ao 13.º salário. Estas questões têm dado origem a protestos e paralisações pontuais nos últimos anos, reforçando o descontentamento no sector da educação.

Imagem: ANAMOLA

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