O partido no poder em Moçambique, FRELIMO, está a avaliar a possibilidade de adiar as eleições autárquicas, inicialmente previstas para 2028, para o ano de 2029. A decisão surge num contexto marcado por receios políticos e pelo crescente impacto do partido ANAMOLA no cenário nacional.
De acordo com o Jornal Evidências, a principal preocupação reside no teste político que precede as eleições gerais, já que o desempenho do recém-legalizado partido ANAMOLA poderá influenciar significativamente a distribuição de poder local.
O adiamento das autárquicas seria igualmente justificado pelo Governo como parte do Diálogo Nacional Inclusivo, um mecanismo apontado como forma de legitimar uma eventual proposta de revisão constitucional. Este argumento já havia sido utilizado anteriormente em 2023, quando a FRELIMO optou por adiar as eleições distritais, segundo a mesma fonte.
A situação acende um debate sobre a estabilidade política do país, a transparência eleitoral e o espaço democrático para novas forças políticas, especialmente em ano pré-eleitoral, quando a atenção da sociedade e da oposição se intensifica.
O fenómeno ANAMOLA, liderado por Venâncio Mondlane, tem atraído atenção pelo seu rápido crescimento, representando um desafio emergente para o domínio histórico da FRELIMO nas eleições nacionais e locais.
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