O Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ) na província de Manica, ameaça deixar de fazer coberturas das instituições governamentais caso as autoridades não esclarecem, com a maior brevidade, o caso da tentativa de assassinato do jornalista do grupo Soico (STV), Carlitos Cadangue.
“Se não ocorrer uma investigação responsável, transparente, nós como a SNJ, em coordenação com os órgãos de comunicação social, ponderamos até a não cobertura de certos eventos do Governo para que haja resposta clara e eficiente, porque não se pode tolerar cenários de agir-se acima da lei” disse hoje a imprensa Nelson Benjamim.
O SNJ exige que se faça uma investigação célere, independente e transparente do caso por forma a prevalecer o Estado de Direito, e não de Ditadura. “… não se pode prevalecer cenários em que as balas devem imperar”.
“É preciso compreender que o nosso colega sofre o atentado numa altura em que vem se evidenciando as reportagens sobre a mineração” recordou, vincando que algumas pessoas poderosas se viram fragilizadas pelas denúncias de Cadangue.
O jornalista e o seu filho escaparam a uma tentativa de assassinato ontem, na cidade de Chimoio, no bairro Trangapasse, quando seguiam em uma viatura, por volta das 18h30.
A Polícia da República de Moçambique na província já instaurou um processo-crime “contra desconhecido”, e prometeu considerar o facto de – segundo os depoimentos de denúncia do jornalista – os atiradores trajarem fardamentos “pingos de chuva”, da corporação.